Cancelado o leilão da CESP

25 março 13:54 2008

Nenhum dos participantes inscritos respeitou o prazo para depósito de garantias financeiras. Empresas inscritas eram CPFL, Neo Energia, EDP Energia do Brasil, Tractebel e Alcoa


O leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que aconteceria nesta quarta-feira (26), na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi cancelado.


Nenhum dos participantes inscritos respeitou o prazo para depósito de garantias financeiras, de R$ 1,74 bilhão. As empresas inscritas eram CPFL, Neoenergia, EDP Energia do Brasil, Tractebel e Alcoa.


O prazo para entrega de documento e pré-identificação terminou no dia 10 deste mês. O de identificação – que determina os participantes – foi atendido, com as cinco empresas inscritas.


Para participar do leilão, as companhias tinham até as 12h de hoje para apresentar suas garantias na Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Esta seria a terceira tentativa de venda da empresa.


 ‘Bacia das almas’
O governador de São Paulo, José Serra, confirmou no início da tarde desta terça (25) o cancelamento do leilão da Cesp porque os interessados não apresentaram garantias mínimas. O preço ficou abaixo do que o governo esperava.


Em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, Serra disse que as empresas queriam um valor menor para a Cesp. ‘O pessoal queria um valor menor, mas nós não vendemos na bacia das almas’, afirmou.


Serra argumentou que o governo ‘não cedeu às empresas e não diminuiu o preço da companhia’. E destacou: ‘Mantivemos o patrimônio da Cesp’.


O governador paulista acredita que uma das razões para as cinco empresas que participariam do leilão não terem oferecido um preço adequado foi a dificuldade de obtenção de financiamento junto às instituições de crédito internacionais, em razão da crise dos Estados Unidos.


Com o cancelamento do leilão, o governo de São Paulo vai estudar alternativas para a questão.


As ações da Cesp despencavam após o anúncio. Às 13h, as ações ON perdiam 12,5%, R$ 28, com volume financeiro tímido. Os papéis PNB, os mais líquidos, caíam 16,4%, para R$ 32,40.

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