Investidor ainda avalia se vai ao leilão da Cesp

25 março 11:49 2008

SÃO PAULO – Às vésperas de fazer o depósito de garantias para participar do leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), marcado para amanhã na Bolsa de Valores de São Paulo, os investidores mantinham o discurso de que ainda estavam avaliando as condições da disputa. Para muitos, essa foi uma estratégia para tentar pressionar o governo numa possível redução do preço mínimo da estatal, estabelecido em R$ 6,6 bilhões. Outros entendem que, de fato, a decisão de comprar a Cesp não é fácil diante das incertezas sobre a renovação do contrato de concessão das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, que representam 67% da capacidade de geração da empresa.


Mas, apesar das indefinições, várias informações circularam ontem pelo setor. Uma delas é que a brasileira CPFL estaria tentando uma parceria com o grupo franco-belga Suez, controlador da Tractebel (empresa pré-identificada para o leilão). Nenhuma das companhias, porém, confirmou a conclusão do acordo. A CPFL já havia conversado com a Neoenergia, controlada pela Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e com participação da espanhola Iberdrola. Porém, na noite de ontem a Neoenergia informou que não vai fazer o depósito das garantias por causa das incertezas na prorrogação das concessões.


O grupo brasileiro sempre foi um dos fortes candidatos à disputa. Na semana passada, o presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr., confirmou o interesse na estatal, mas condicionou a participação no leilão à renovação das usinas, com vencimento em 2015. Na ocasião, ele disse que já estava providenciando o depósito das garantias. A americana Alcoa também não confirmou presença no leilão de amanhã, mas disse que ainda avalia a possibilidade. Se decidir participar, porém, ela se juntará a outras empresas, já que tem procurado parceiros tanto entre as pré-identificadas quanto entre as que estão fora da disputa.


Segundo especialistas, não está descartada a possibilidade de as empresas pré-identificadas se unirem e entrarem no leilão como único consórcio. Isso significaria levar a Cesp pelo preço mínimo. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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