Eletrobrás pretende investir US$ 56 bilhões nos próximos dez anos

27 março 13:00 2008

Empresa estima que capacidade instalada do país deverá passar de 92 mil MW atuais para 140 mil MW em 2017


A Eletrobrás está planejando investimentos da ordem de US$ 56 bilhões para os próximos dez anos para atender a demanda interna – que segundo estimativas da própria empresa deverá crescer 5% ao ano – e também para projetos externos. A capacidade instalada do país deverá passar de 92 mil MW atuais para 140 mil MW em 2017, de acordo com o diretor de Administração da holding, Miguel Colasuano.


‘A médio prazo, a empresa pretende buscar capital no exterior, principalmente na China. Na América do Sul, vamos tocar projetos na Argentina e no Peru’, afirmou o diretor. Ele reiterou ainda que a Eletrobrás vai passar a ser uma empresa voltada para a lucratividade e ‘que quer ter lucro suficiente para atrair investidores’.


O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Astrogildo Quental, ressaltou que a MP 396, aprovada este mês no Senado Federal, amplia o campo de atuação de Eletrobrás, além de modificar a estrutura de parcerias da estatal, permitindo que ela entre como sócia majoritária nos empreendimentos. No entanto, Quental afirmou que pretende, nesse primeiro momento, manter o índice de participação em consórcios em 49%. ‘Nesse ano, ainda vamos trabalhar com o índice de 49%, mas depois pretendemos aumentar nossa participação’, disse.


Além disso, segundo o diretor Financeiro, todas as decisões de participação de subsidiárias em consórcios deverá ter o aval da holding. Ele também foi enfático ao dizer que não acredita que a entrada da Eletrobrás como sócia majoritária em consórcios irá afugentar o capital privado. ‘Nós também estamos atrás do lucro e por isso, não acredito na fuga do capital privado’, declarou.


Quental explicou ainda que para a disputa da usina de Jirau, no Rio Madeira, irá manter a mesma estrutura de participação, ou seja, será minoritária no consórcio.


Concessões – Quanto ao prazo de vencimento de diversas concessões, que terminam em sua maioria em 2015, Quental disse acreditar que elas serão renovadas. ‘Tem gente trabalhando para que essas concessões sejam renovadas’, explicou. Nessa terça-feira, 25 de março, o leilão da Cesp foi cancelado por falta de interessados, devido a indefinição quanto a renovação das concessões das usinas de Jupiá e Ilha Soteira. Hidrelétricas e linhas de transmissão de diversas empresas, inclusive das subsidiárias da Eletrobrás, também terão suas concessões vencidas em 2015. (Carolina Medeiros)

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