1ª Reunião da Direção Colegiada antecedeu cerimônia de posse

28 abril 17:58 2008

Muito trabalho, planejamento e debate sobre os próximos desafios e as perspectivas futuras da entidade


Antes da posse oficial das novas direções do Sinergia CUT e do Sindicato dos Eletricitários de Campinas (STIEEC), ocorrida na noite da sexta (25), os dirigentes das duas entidades participaram de dois dias de discussão e planejamento sobre os desafios do próximo período. A 1ª Reunião da Direção Colegiada, mandato 2008-2011 ocorreu em Campinas, na quinta (24) e sexta-feira (25).


Na tarde do dia 24, depois da abertura dos trabalhos feita pelos presidentes das entidades e de um momento de integração entre os participantes, foi montada uma mesa de análise e discussão  sobre os resultados econômicos da Campanha  Salarial de 2007. O convidado especial do Sinergia CUT para esse momento foi o supervisor do Dieese José Silvestre Prado de Oliveira.


Na manhã do segundo dia (25), toda a direção se debruçou sobre dois assuntos que se encontram interligados e que são de extrema importância para a condução das lutas nos próximos três anos: ‘A CUT e o Sinergia CUT: o projeto político-sindical’  e ‘O Projeto Sinergia CUT’.


‘Vamos ter que centrar fogo em três coisas: disposição de luta para continuar fazendo sindicalismo e ser sindicato representativo da categoria; informação para a base, para que conheça claramente os eixos e objetivos das ações sindicais e assim saiba tomar decisões; formação para a base. Com isso, todos saberão o momento certo para tomar atitudes corretas em prol de toda a categoria’, afirmou o então presidente do Sinergia CUT Djalma de Oliveira, durante sua explanação a respeito do Projeto Sinergia CUT.


Instrumento de Transformação


No período da tarde, a mesa de discussão foi comandada pelo economista Márcio Pochmann, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que fez uma análise da conjuntura nacional.


Professor doutor e livre docente da Unicamp na área de Economia, com ênfase em Políticas Sociais e do Trabalho, Pochmann abordou também o novo sindicalismo que nasceu no final dos anos 70, com as greves dos metalúrgicos do ABC, até a  fundação da CUT, em 1983, o que fez aumentar expressivamente o número de trabalhadores sindicalizados no Brasil. ‘O sindicato é um instrumento de transformação social, inclusive na disputa de poder e na disputa da opinião pública’, destacou.


Para Pochmann, é preciso observar que a realidade é propositalmente invertida pelo capital e que o poder das entidades sindicais é enorme: ‘Exemplo disso é o que se chama de grande imprensa e as versões que os grandes jornais divulgam. Mas na realidade são os sindicatos que têm a verdadeira grande imprensa. Se juntássemos todos os jornalistas teríamos uma redação maior do que qualquer jornal nacional. São profissionais qualificados e jornais com tiragens maiores do que muito jornal diário. Tudo isso qualifica as entidades para a disputa direta da informação, o que evidenciaria a diferença entre a verdadeira opinião pública e a atual opinião publicada’.


Outro tema abordado pelo professor foi a importância da formação: ‘É preciso investir também em formação não só para capacitação de novos quadros mas também pensando na construção de uma consciência de classe trabalhadora’. E concluiu: ‘São vários os problemas a serem superados e é preciso que o movimento sindical tenha também uma visão de longo prazo’.


Em pauta estiveram também o momento econômico brasileiro e a luta pela redução da jornada sem redução de salário. 

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