Grupo Rede: mobilização à vista

19 maio 17:45 2008

Depois das rodadas da semana passada, nenhum avanço. Se continuar assim, plano de luta é a saída


O Sinergia CUT participou de mais duas rodadas de negociação com a direção do Grupo Rede na semana passada, em São Paulo. A segunda rodada aconteceu na quinta-feira (16) e os negociadores do Grupo, comandados pelo consultor Diogo Clemente, quiseram debater cada cláusula da pauta da categoria.


A maioria das reivindicações não foi atendida. Ao contrário, a intenção dos negociadores era de enxugar todo o Acordo Coletivo. Só depois de muito debate e vários argumentos do Sindicato é que desistiram de reduzir o ACT e admitiram definir um calendário para retomar as reuniões bimestrais.


Os negociadores do Rede insistiram no reajuste de salários e benefícios econômicos em 5,5% (INPC do IBGE) e nada de aumento real. A proposta foi novamente rejeitada pelo Sinergia CUT que reafirmou a necessidade de um aumento real significativo para reconquistar o poder de compra dos salários.


O Grupo adiantou que não iria atender as reivindicações dos trabalhadores quanto ao pagamento de horas extras, assistência médica e odontológica (que está mudando para a Odontoprev), auxílio educação, reembolso medicamento e vale combustível.


Outras reivindicações serão discutidas nas reuniões bimestrais: representante sindical e realização de reuniões, adicional de quilometragem, política de transferência, uniformização das condições de trabalho, fundação RedPrev e piso salarial.


Ao final da segunda rodada, os negociadores aceitaram a reivindicação de ACT por dois anos e a garantia da PLR para 2008 e 2009. A PLR 2008 terá pagamento mínimo de R$ 500 em agosto próximo, a título de antecipação, valor que só poderá ser alterado em negociação específica que deve acontecer logo após o fechamento do novo ACT.


Nada na terceira rodada
Na manhã da última sexta-feira (16), a negociação foi retomada mas também não houve avanços. Os negociadores negaram a bonificação dos trabalhadores na conta de energia elétrica, a volta do pagamento do ATS para todos os trabalhadores e o pagamento do adicional de turno por penosidade. Outras reivindicações devem engrossar a pauta de discussão das reuniões bimestrais: adicional de periculosidade com base na súmula 191, organização nos locais de trabalho, licenças diversas, primarização e terceirização.


No mais, tudo ficou para ser analisado e respondido na próxima reunião: uniformes anti-chamas, vale combustível, política e diretrizes básicas de saúde e segurança, renovação da CNH, política de emprego, plano de cargos e salários. A nova rodada está marcada para o próximo dia 27. Se a negociação não avançar, o Sindicato realizará assembléias para aprovar um plano de luta dos trabalhadores. Fique ligado. A gente vale mais.

  Categorias: