Proposta da CPFL é rejeitada na terceira rodada

26 junho 14:34 2008

Nada de aumento real, reajuste de salários e benefícios abaixo da média do setor. Mobilização já! A Gente Vale Mais!


Apresentada na quarta-feira (25), em Campinas, a proposta da CPFL Energia, referente à Campanha Salarial 2008, foi rejeitada ainda na mesa de negociação pelos dirigentes do Sinergia CUT. Representantes de outras entidades sindicais presentes na terceira rodada de negociação também rejeitaram a proposta.


A holding argumentou que suas empresas passaram por uma revisão tarifária recente, o que teria provocado redução nos ganhos, em média, de 17%. Por esse motivo, a CPFL só apresentou proposta de reajuste salarial, VA/VR e demais benefícios em 5,57% e alterações na estrutura da PLR.


Com relação ao reajuste proposto, o Sinergia CUT entende que ‘outras empresas do setor também tiveram revisão tarifária negativa e mesmo assim apresentaram, além do reajuste, um percentual de aumento real médio de 1,5%. Além disso, os altos números da CPFL Energia em de todos os anos sem revisão não foram repassados aos trabalhadores. Mais: o lucro da holding não sofreu nenhuma queda em função da revisão tarifária, ao contrário só aumentou, assim como o número de consumidores.’


Os benefícios teriam a unificação das faixas de participação existentes, o que, segundo a empresa, representa um aumento de até 16% no VA e 7% no VR.


Para o Sinergia CUT, a proposta da CPFL beneficia os trabalhadores com salários mais altos: ‘É preciso dar mais atenção aos trabalhadores com menores salários e que portanto precisam mais do VA/VR para compor a renda, principalmente em virtude das recentes altas dos preços dos alimentos’. Argumenta também que ‘é necessário aprofundar o debate na busca de melhorias’.


PLR 2008/2009
A proposta de PLR apresentada pela empresa acaba com o valor médio de referência e introduz o percentual de 0,7% do Resultado de Serviço global das empresas da holding (Paulista, Piratininga, Brasil e Geração).
Com essa alteração, seria garantido um valor mínimo de 1 salário base mais ATS e máximo de 2,8 se a meta do Resultado de Serviços for atingida em 100%. Caso a meta seja superada, além desse valor inicial, os trabalhadores teriam direito a 0,7% do montante excedente distribuído de forma igualitária para todos. Se a meta não for 100% atingida,  o percetual de 0,7 será aplicado no valor atingido e, conseqüentemente, a PLR seria reduzida proporcionalmente.


Para o Sinergia CUT, ’embora a idéia do percentual sobre o Resultado do Serviço seja boa, é preciso ter mais informação da empresa para análise do impácto da proposta global da PLR’.


Sobre a alteração no cronograma do pagamento da PLR, que seria feito em uma única parcela, 20 dias após a divulgação do Resultado de Serviço, o Sindicato afirmou que ‘os trabalhadores contam com a antecipação em setembro e o restante em abril do ano seguinte e que a unificação do pagamento repercutiria de forma negativa na categoria’.


Mobilização
Representantes de todas as entidades sindicais organizarão duas mobilizações de trabalhadores nos portões da CPFL Energia. Uma dessas irá ocorrer na próxima terça-feira (01), em Sorocaba, e a outra na quinta (03), em Santos.


Nova reunião
Uma nova reunião foi agendada para o dia 07 de julho, às 9 horas, em Campinas. Fique atento para novas informações.

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