Marta Suplicy: ‘democratização é vital para a cidade’

04 julho 16:09 2008

Na tarde da terça-feira (01), a ex-prefeita e candidata à eleição municipal de outubro pelo PT, Marta Suplicy, esteve na sede da CUT para apresentar propostas à gestão da cidade de São Paulo e ouvir a pauta dos trabalhadores.


Ao lado de Marta, estiveram na mesa de debates o Presidente Nacional da CUT, Artur Henrique, o Presidente da CUT-SP, Edílson de Paula, o Secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício e o Secretário Sindical da Executiva Estadual do PT, Ângelo D´Agostini, além de representantes dos Sindicato da capital.


Artur abriu o encontro assinalando a necessidade de preparar o debate por políticas públicas que respeitem as propostas de desenvolvimento dos trabalhadores. ‘Temos firme convicção de que devemos compor um movimento suprapartidário para formar uma base importante capaz de estabelecer um diálogo permanente com os movimentos sociais’, afirmou.


Presidente da CUT-SP, Edílson de Paula lamentou o processo de destruição do único espaço de participação da sociedade civil na atual gestão. ‘A mesa de negociação dos servidores municipais acabou, assim como qualquer espaço para negociação na cidade. Queremos a retomada da cidade de São Paulo como fomentadora do desenvolvimento no país’, acrescentou.


Transporte, educação e segurança
Marta Suplicy aproveitou a ocasião para apontar algumas propostas de ação a longo, médio e curto prazo. No setor de transportes, as prioridades, segundo ela, são a reestruturação da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a construção e finalização de novos corredores exclusivos de ônibus e o investimento na qualidade e quantidade dos veículos. ‘Hoje há uma grande insatisfação, inclusive, com o Bilhete Único, que perdeu o caráter de inclusão que possuía na minha gestão’, criticou.


Na área da educação, além da criação de novos CEUs, a candidata disse que expandirá os serviços do projeto para novos lugares. ‘As classes populares obrigaram essa gestão a reconhecer que também têm direito ao acesso a aulas de natação, línguas, teatro. Onde não houver espaço físico para implantar o CEU, faremos parceria com as escolas para levar o conteúdo.’


Ainda no campo da educação, ela enfatizou a necessidade de oferecer a qualificação em relação a tecnologias de ponta para permitir ao jovem ingressar no mercado de trabalho e dar seqüência aos programas de transferência de renda do governo federal. Além de garantir a inclusão das pessoas de baixa renda, a idéia é garantir que a cidade atraia empresas com mão-de-obra qualificada.


A petista também defendeu a autonomia das escolas e condições para que estas se auto-avaliem, criem metas e recebam infra-estrutura para formação de profissionais.


Em relação à segurança, Marta Suplicy ressaltou o desmonte da GCM (Guarda Civil Metropolitana) hoje, praticamente extinta, humilhada e submissa à polícia militar, sem capacidade para realizar a função fundamental de fazer o contato com a comunidade.


Renda, saúde e democratização
Para a candidata, o maior desafio é ajudar os pequenos e médios empresários por meio de micro créditos e diminuição dos impostos. Artur Henrique aproveitou a ocasião para sugerir que empresas que recebem algum tipo de benefício, como isenção de impostos, ofereçam contrapartidas ao município.


Sobre a área da saúde, acredita que o caminho para melhorar as condições de atendimento à população seja o investimento em centros de especificidades e não apenas no primeiro atendimento, como acontece com as AMAs, e a criação de mais hospitais.


Marta finalizou destacando a importância da CUT e das outras centrais na elaboração de propostas, principalmente na área do trabalho, onde pretende realizar a inclusão por meio de programas amplos e da aposta no empreendorismo e capacitação de jovens. Contudo, sem esquecer a necessidade de cuidar da qualidade de vida, com melhorias na qualidade do transporte, diminuição da poluição, avanços na educação e investimento em grandes espaços de lazer e cultura.

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