CPFL Energia: contra jogo duro, plano de luta

07 julho 19:54 2008

Negociadores da holding apresentam propostas e assumem não ter autonomia de decisão. Sindicatos preparam Plano de Luta com atos simultâneos a partir desta terça-feira (08)


Ainda não foi dessa vez. Na quarta rodada de negociação com os representantes da CPFL Energia, realizada nesta segunda-feira (07), em Campinas, a proposta avançou, mas ainda é pouco em relação às expectativas e reivindicações dos trabalhadores. Foi jogo duro. 


Proposta rejeitada 1
A reunião começou pela manhã, quando os negociadores da holding apresentaram a primeira proposta: 6% de reajuste de salários (1% de aumento real em relação ao ICV do Dieese e 0,56% em relação ao IPC da Fipe).


Os benefícios do kit alimentação teriam a unificação das faixas de participação,   com aumento de 20% no VA e 10% no VR.


Na PLR, a CPFL Energia agora propõe o montante de 1% do Resultado de Serviço de 2008, ampliando a garantia de os trabalhadores receberem no mínimo um salário e no máximo três salários.


A proposta foi rejeitada pelo Sinergia CUT e demais entidades e os negociadores da holding pediram um tempo.


Proposta 2
Depois da pausa, os negociadores chegaram com a segunda proposta da rodada:
– 6,8% de reajuste para salários até R$ 2.200, o que significa 1,76% de aumento real em relação ao ICV e 1,31% em relação ao IPC; 
– para os salários entre R$ 2.201 a R$ 2.493,40 a holding propõe acréscimo de R$ 149 fixos (6,37%);
– para salários a partir de R$ 2.493,50, o reajuste continuaria sendo de 6%;
– VA e VR continuariam com os reajustes anteriormente propostos – 20% e 10%, respectivamente, agora com um bônus de R$ 300 em forma de VA e pagamento em setembro próximo;
– o montante para PLR passou para 1,11% do Resultado de Serviço de 2008, com garantia de um (mínimo) a quatro (máximo) salários. A novidade é que a proposta inclui o pagamento de um adiantamento de R$ 1 mil fixos em setembro próximo.


Contraproposta
Rápido intervalo e as entidades sindicais apresentaram uma contraproposta: que o reajuste salarial de 6,8% seja estendido a todos os trabalhadores; que o abono de R$ 300 seja pago através do VR; que a PLR seja garantida até 2012 com mínimo de um e máximo de cinco salários, com antecipação de 50% do salário em setembro, garantindo no mínimo R$ 1.500.


Os negociadores assumiram então que não têm autonomia para atender às  reivindicações do Sinergia CUT e sinalizaram com a possibilidade de mais uma rodada, ainda sem data marcada.


O Sinergia CUT fez um alerta: aguarda manifestação da direção da empresa o mais rápido possível. Caso contrário, os trabalhadores colocam em prática o Plano de Luta Unificado. Fique ligado!


A Gente Vale +
Uma demonstração de unidade e força já foi dada nos últimos dias, com três mobilizações de trabalhadores que alteraram a rotina da CPFL em Campinas, Sorocaba e Santos. O movimento unificado reúne todos os sindicatos – Sinergia CUT inclusive – que estão na luta por um ACT justo, que reconheça e valorize todos os trabalhadores da holding.
 
A última manifestação envolveu trabalhadores da CPFL Piratininga em Santos, com uma mobilização na manhã de quinta (03) da semana passada. Antes, foram os trabalhadores da Piratininga em Sorocaba, no último dia 1°, e da Paulista em Campinas, em 23 de junho passado.
 
Agora, a luta será intensificada a partir desta terça-feira (08) com atos simultâneos e protestos unificados, podendo chegar à greve geral se a negociação não avançar.


Fique atento ao Plano de Luta:
– Terça-feira (08): atos em Campinas (EA Centro), Jundiaí e Santos
– Quinta-feira (10): atos em São José do Rio Preto, Salto e Praia Grande
– Dia 15: ato unificado na Sede em Campinas
– Dias 17 e 18 : assembléias para aprovar greve em todas as localidades da CPFL Energia

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