CPFL: A Gente Vale +

08 julho 12:06 2008

Em mais uma demonstração de unidade e força, trabalhadores da CPFL  realizam mobilizações simultâneas. Por ACT que valorize todos os trabalhadores da holding


A batalha por um ACT justo, que reconheça e valorize todos os trabalhadores da CPFL Energia está sendo intensificada. Atos simultâneos e protestos unificados, podendo chegar à greve geral se a negociação não avançar estão programados.


Por pelo menos uma hora e meia, no início da manhã desta terça (08), trabalhadores da EA Centro, em Campinas e das cidades de Jundiaí e Santos participaram de manifestações no portão de entrada da empresa.


O movimento unificado reúne todos os sindicatos – Sinergia CUT inclusive. Vale lembrar que essa é a terceira semana de mobilizações em localidades da CPFL. Na Piratininga em Santos, o protesto ocorreu na manhã de quinta passada (03). Antes, foram os trabalhadores da Piratininga em Sorocaba, no último dia 1°, e da Paulista em Campinas, em 23 de junho passado.
 
A luta está sendo intensificada a partir desta terça-feira (08) com atos simultâneos e protestos unificados, podendo chegar à greve geral se a negociação não avançar.


Jogo duro
As mobilizações estão sendo necessárias para pressionar a empresa a negociar de forma justa. Na quarta rodada de negociação com os representantes da CPFL Energia, realizada nesta segunda-feira (07), em Campinas, a proposta avançou, mas ainda é pouco em relação às expectativas e reivindicações dos trabalhadores. O jogo foi duro. 


Duas propostas apresentadas e rejeitadas pelo Sinergia CUT e demais sindicatos. Uma contraproposta apresentada pelas entidades sindicais e que ficou sem definição da empresa, já que os negociadores assumiram que não têm autonomia para atender às  reivindicações do Sinergia CUT. Esse foi o resultado da negociação exaustiva, que iniciou pela manhã e só terminou por volta das 18h.


Vale ressaltar que a segunda proposta da rodada e que foi rejeitada previa:



  • 6,8% de reajuste para salários até R$ 2.200, o que significa 1,76% de aumento real em relação ao ICV e 1,31% em relação ao IPC;

  • para os salários entre R$ 2.201 a R$ 2.493,40 a holding propõe acréscimo de R$ 149 fixos (6,37%);

  • para salários a partir de R$ 2.493,50, o reajuste continuaria sendo de 6%;

  • VA e VR continuariam com os reajustes anteriormente propostos – 20% e 10%, respectivamente, agora com um bônus de R$ 300 em forma de VA e pagamento em setembro próximo;

  • o montante para PLR passou para 1,11% do Resultado de Serviço de 2008, com garantia de um (mínimo) a quatro (máximo) salários. A novidade é que a proposta inclui o pagamento de um adiantamento de R$ 1 mil fixos em setembro próximo.

Já a contrapoposta feita reivindicou o reajuste salarial de 6,8% para todos os trabalhadores; abono de R$ 300 pago através do VR; PLR garantida até 2012 com mínimo de um e máximo de cinco salários, com antecipação de 50% do salário em setembro, garantindo no mínimo R$ 1.500.


Os negociadores sinalizaram a possibilidade de mais uma rodada, sem data marcada. O Sinergia CUT alertou que aguarda manifestação da direção da empresa o mais rápido possível. Caso contrário, os trabalhadores colocam em prática o Plano de Luta Unificado.


Fique atento ao Plano de Luta:



  • Quinta-feira (10): atos em São José do Rio Preto, Salto e Praia Grande

  • Dia 15: ato unificado na Sede em Campinas

  • Dias 17 e 18 : assembléias para aprovar greve em todas as localidades da CPFL Energia

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