CUT em audiência com a ministra Dilma Roussef

25 julho 09:58 2008

Durante audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, a CUT reivindicou a ampliação das contrapartidas sociais para todos os projetos e obras que compõem o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Isso significa que a Central quer que os investimentos e empréstimos públicos para tocar as obras sejam acompanhados de metas formais de geração de emprego decente, formação e qualificação dos trabalhadores envolvidos e projetos de geração de renda que tenham efeitos prolongados, e que as empresas envolvidas sejam obrigadas a cumprir tais condições.


‘Lembramos a ministra de que já obtivemos essas contrapartidas para mais de um milhão de trabalhadores da construção civil que estão atuando ou vão atuar no PAC. Queremos que o conceito seja levado para outros setores e categorias, como energia, portos, transportes, saneamento básico e todas as ramificações do Programa’, relata Artur Henrique, presidente da CUT. Ele e Quintino Severo, secretário-geral da CUT, e Vagner Freitas, secretário nacional de Política Sindical, estiveram reunidos por três horas com a ministra Dilma na tarde de quarta, dia 24 de julho. Acompanhou a reunião também o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci.


Os dirigentes cobraram também uma participação efetiva e permanente das representações de trabalhadores nos debates sobre o PAC, inclusive para garantir o cumprimento das contrapartidas sociais. Atualmente, existe na Casa Civil um grupo de trabalho que monitora o andamento de todas as obras e projetos. Ao detectar problemas e impasses, na opinião dos dirigentes cutistas, a ministra deveria convocar a Central e o movimento social para debater soluções.


Artur informa também que foram debatidas propostas que garantam contrapartidas sociais de longo prazo também nos investimentos e, especialmente, nos resultados das jazidas de petróleo da camada pré-sal. ‘Defendemos que a gestão do setor do petróleo seja orientada pelos princípios da soberania nacional, incremento das pesquisas, distribuição de renda e valorização do trabalho’, informa Artur.


Outros pontos do debate foram a necessidade de uma nova regulamentação para a questão portuária, a estratégia de combate à inflação e a necessidade de uma agenda periódica entre a CUT, os movimentos sociais e a Casa Civil.


Quintino Severo avalia que a reunião foi muito boa, já que ‘a ministra demonstrou compreender que a pauta dos trabalhadores é extremamente importante para a estratégia de desenvolvimento do Brasil’. Artur e Quintino falaram ao Portal do Mundo do Trabalho à noite, por telefone, depois do regresso a São Paulo. Vagner Freitas não pôde ser localizado. (Isaías Dalle)


 

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