Petrobras reestrutura área de geração para se posicionar entre as dez maiores do setor

25 julho 10:02 2008

Empresa unifica ativos da BR Distribuidora e termelétricas a gás natural em uma nova diretoria, para fechar 2011 com 7.150 MW de potência total instalada


A Petrobras tem planos de se tornar uma das dez maiores geradoras de energia do país nos próximos quatro anos. O plano da companhia é fechar 2010 com um parque gerador com capacidade total instalada de cerca de 6.700 MW, podendo chegar a 7.150 MW no fim de 2011. Esse valor, segundo o gerente geral de Participações e Desenvolvimento de Negócios de Energia da estatal, José Alcides Santoro Martins, considera a reunião dos ativos de geração da Petrobras e da BR Distribuidora, após a reestruturação finalizada há pelo menos um mês.


Sob o comando da diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, a Petrobras realizou realinhamento das operações no setor, na qual a companhia criou a Diretoria de Operações e Participações, subordinada à Gerência Executiva. Essa nova diretoria reúne as térmicas a gas natural da Petrobras e os ativos em que a BR Distribuidora possui participação – 15 pequenas centrais hidrelétricas, 11 térmicas a óleo combustível e a diesel e a nova unidade a biomassa que será construída no Rio Grande do Sul, entre outros, que somam 1.800 MW de potência instalada – considerando a participação de outros sócios.


Martins comentou que atualmente, a Petrobras, nesta formatação, possui participação total ou parcial em 22 usinas em operação, o que corresponde a uma potência de 4.842 MW, o que a coloca na oitava posição no ranking de potência instalada, atrás da Tractebel (6.515 MW). Essas usinas totalizam 5.461 MW de potência instalada. As mudanças fazem parte do Plano Estratégico da Petrobras 2008-2020, que tem como meta a instalação de um parque gerador com capacidade instalada total de 16.816 MW.


E a aposta da companhia está na diversificação. A estatal, contou, está realizando investimentos em uma planta de biomassa (Britarumã, de 67 MW, em Goiás), em parceria com a Mitsui e a usina produtora de derivados de cana-de-açúcar. A Petrobras e a Mitsui terão, cada uma, 20% de participação, em uma SPE (Bioenergética) que fará a negociação do excedente de energia elétrica.


Além dela, a empresa aposta na geração por PCHs – hoje, segundo ele, quatro usinas (89 MW) estão em operação e o restante em fase de implantação. A meta da companhia para 2020, é que a área de hidrelétricas e PCHs represente 12% do portfólio da companhia, segundo Martins. Isso porque, destacou, o gás natural ainda será o carro-chefe da companhia, porém o óleo diesel não terá o mesmo espaço na companhia.


Dos 7.150 MW de potência total instalada até o fim de 2011, segundo o executivo, o gás natural corresponderá a 5.525 MW, enquanto a dupla óleo combustível / óleo diesel resultará em 1.249 MW de capacidade instalada. Martins participou, na última terça-feira, 22 de julho, do Fórum Cogen-SP/CanalEnergia – Oportunidade para Cogeração a Gás e Biomassa, realizado em São Paulo. (Fábio Couto)

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