CPFL: Revisão tarifária reduz o lucro no 2º trimestre

14 agosto 17:35 2008

A revisão periódica das tarifas de energia elétrica, realizada a cada quatro anos pelo governo, fez cair em mais de 10% o lucro líquido da CPFL Energia no segundo trimestre. Na média, as empresas do grupo tiveram um reajuste negativo de 11,3% nas tarifas. No caso da CPFL Piratininga, a queda nas tarifas foi de 17%. 


Mas o resultado menor não se deve somente ao efeito da revisão. A empresa também teve custos e despesas operacionais maiores neste segundo trimestre, em função da incorporação da CMS Energy Brasil, que adquiriu no ano passado e que se transformou na CPFL Jaguariúna. Além disso, uma nova usina geradora de energia entrou em operação, a de Castro Alves, afetando também os custos da empresa. 


O lucro líquido neste segundo trimestre, comparado a igual período do ano passado, caiu 11,1% e ficou em R$ 329 milhões. Apesar da queda, a distribuição de dividendos não ficará comprometida. Segundo o presidente da CPFL, Wilson Ferreira, os acionistas vão embolsar 100% dos R$ 602 milhões de lucro gerados no semestre. 


Se por um lado a redução das tarifas afetou o lucro, por outro o crescimento do consumo de energia incrementou a receita líquida. A empresa registrou um aumento de quase 4%, para R$ 2,31 bilhões neste segundo trimestre. Também nesse item houve o efeito da incorporação da CMS Energy Brasil, que fez crescer significativamente as vendas do serviço de distribuição de energia elétrica da empresa. 


O consumo industrial, por exemplo, subiu 5,2% no consolidado da empresa entre abril e junho, comparado com os mesmos meses do ano passado. Se desconsiderados os números da CMS, atual CPFL Jaguariúna, esse crescimento ficaria em apenas 0,4%. No total dos consumidores, o crescimento das vendas foi de 5,1% e ficaria em apenas 2% sem CMS.(Josette Goulart)

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