CTEEP planeja vender terreno de 48 mil m2 próximo à Berrini

29 agosto 11:07 2008

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) pretende vender um terreno de 48 mil metros quadrados, onde atualmente fica uma subestação de transmissão de energia elétrica, próximo à ponte dos Bandeirantes na Marginal Pinheiros, em São Paulo. A empresa estima que o terreno possa valer em torno de R$ 250 milhões, o que daria cerca de R$ 5 mil o metro quadrado. O projeto ainda está sendo finalizado pela companhia e precisa ser apresentado ao governo federal, mas a estimativa é de que até o fim do ano já esteja nas mãos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Aprovada a operação pela agência, a expectativa é de que em dois anos o negócio seja concluído.


O presidente da CTEEP, Sidnei Martini, diz que o projeto prevê a transferência de todos os equipamentos que ocupam o terreno, como disjuntores e transformadores, que ficam ao ar livre, para um outro terreno que fica do outro lado da marginal, entre o rio Pinheiros e os trilhos do trem. Esse outro terreno tem 12 mil metros quadrados.


Apesar da nova área ser bem menor, é possível fazer inclusive uma ampliação da capacidade de transmissão em função de uma tecnologia que compacta os equipamentos e pode ainda ser implantada no subsolo. Trata-se de uma subestação blindada, isolada a gás SF 6. Mas o investimento é pesado para a empreitada.


Ao todo, é estimado um gasto também de R$ 250 milhões para fazer a transferência e a ampliação da capacidade, segundo Martini. Como o valor do terreno pode variar e até se valorizar quando a Aneel aprovar o projeto, a companhia quer ganhar com a venda do terreno, que fica numa região bastante valorizada da cidade de São Paulo, próximo à avenida Luiz Carlos Berrini e ao famoso prédio da Daslu. Mas para conseguir o preço estimado, de cerca de R$ 5 mil o metro quadrado, a CTEEP depende do tipo de construção que a prefeitura permitirá ser feita no local, de acordo com a consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle. O preço médio da região gira hoje em torno de R$ 3 mil a R$ 4,5 mil o metro quadrado.


Se o negócio permitir que a companhia amplie sua capacidade de transmissão e ainda gere lucro, a empresa pretende se desfazer de outros terrenos em São Paulo. Ao todo a CTEEP tem 13 subestações espalhadas pela cidade. Em oito delas, por falta de espaço no terreno, a empresa já usa a tecnologia de subestação blindada. O último grande investimento foi feito no ano passado, na subestação Anhanguera. Ela precisou ser ampliada e isso foi possível usando a tecnologia mais nova, já que não havia espaço físico para a ampliação na velha tecnologia.


Mas para conseguir fechar a operação com sucesso, a empresa precisa tirar todo o equipamento do terreno. De acordo com algumas empresas do ramo imobiliário, já houve uma proposta de se vender um terreno com uma subestação subterrânea mas não surgiram interessados para construir um edifício sobre esse equipamento.


Martini garante que a idéia é transferir todo o equipamento para o anexo do outro lado da Marginal. O executivo conta que em países da Europa, as subestações de transmissão de energia são subterrâneas e os governos municipais dão subsídios para a construção de praças nestes terrenos. De qualquer forma o projeto precisa percorrer todo um trâmite dentro do governo, já que o setor de energia elétrica é bastante regulado e as empresas precisam de autorização para qualquer tipo de venda de ativos. Será necessário passar primeiro pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e depois pelo Ministério de Minas e Energia, que por fim encaminha a proposta para a Aneel. (Josette Goulart)

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