Sindicato assina Acordo Coletivo da CTEEP

29 agosto 13:09 2008

Para agilizar o pagamento de reajustes para trabalhadores da ativa e aposentados, presidente e negociador  assinam o texto final, que já foi encaminhado à empresa. Cerimônia oficial ainda será marcada


O presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas, Gentil Teixeira de Freitas, assinou o novo Acordo Coletivo de Trabalho da CTEEP no início da tarde desta terça-feira (26), na sede em Campinas. Em seguida, o ACT 2008 foi assinado por Francisco Wagner Monteiro, interlocutor com a CTEEP, e Ailton Ricardo da Cruz, presidente do Sindluz Bauru. A intenção é agilizar o pagamento dos reajustes acordados  para trabalhadores da ativa e aposentados da lei 4819, retroativos a 1° de junho, data base da categoria.


Pelo Acordo, os trabalhadores terão reajuste de 6,8% no salário e na gratificação de férias (1,76% de aumento real e reposição de inflação de 4,95% pelo ICV/Dieese), abono de R$ 500 e aumento de 7,14% na diária da função acessória. O vale-refeição será reajustado em 13%. A cesta-base terá aumento de 20%. O auxílio creche será reajustado em 10%.


Pendências


Vale lembrar que, embora a proposta tenha sido aprovada de maneira geral nas assembléias realizadas na segunda quinzena de junho passado, alguns itens permaneceram em aberto, por causa de problemas com a redação do Acordo. O Sindicato encaminhou à empresa as alterações necessárias. Grande parte das pendências foram resolvidas em definitivo. O impasse permaneceu em três cláusulas: Escala de Revezamento dos Operadores (Cláusula 12), Gerenciamento de Pessoal (Cláusula 23) e Compensação das Horas Extras (Cláusula 24).


Devido a isso e, sabendo do anseio dos trabalhadores da CTEEP em finalizar o ACT, o Sinergia CUT fechou o Acordo com a empresa com ressalvas nessas três cláusulas: para o pessoal da base do Sindicato de Campinas, vale o que for definido pela Justiça no dissídio que já está em andamento.


Vale explicar que, no caso da Cláusula 12, para os sindicatos de Bauru e de Itanhaém (por conta de não terem assinado o novo Termo Aditivo da Escala de Revezamento) e para Sindicato de Santos (por conta de um processo na DRT), valerá a cláusula original: Escala de Revezamento 6x8x4, que é a mesma conquistada pelo Sinergia CUT no Dissídio Coletivo.


Créditos


Além do reajuste a partir de 1° de junho e do abono, a empresa pagará a antecipação de R$ 1.750 da PLR para todos no dia 30 de setembro próximo.


Logo após a assinatura, o Sinergia CUT entrou em contato com a Secretaria Estadual da Fazenda para reivindicar o pagamento dos 6,8% de reajuste nas complementações de aposentadoria e também o pagamento do abono de R$ 500 para todos os complementados da lei 4819. Aguarde informações.

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