CUT discutirá matriz energética

16 setembro 17:28 2008

Como o movimento sindical cutista está se preparando para a expansão dos investimentos em agroenergia? Quais os impactos que esse projeto já está causando e causará para os trabalhadores da cadeia produtiva, para o meio ambiente e para o sistema de propriedade e desenvolvimento rural brasileiro? Que tipo de intervenção quer fazer diante das possibilidades abertas pela descoberta do petróleo na camada do pré-sal?


Essas são algumas das questões que o Seminário Nacional ‘Energia, Desenvolvimento e Soberania: Estratégias da CUT’ vai abordar nos próximos dias 18 e 19, em São Paulo. O seminário, uma iniciativa da CUT Nacional e da Fundação Friedrich Ebert, vai ter a participação de lideranças sindicais de diferentes ramos de atividade, de acadêmicos especializados no tema e de representantes do governo e da Petrobrás.


‘Os desafios e as potencialidades relacionados ao tema da energia são imensos e urgentes, e o Brasil tem tudo para desempenhar um papel de proa frente à comunidade internacional. Para nós, trabalhadores, é preciso compreender esse cenário com o máximo de amplitude possível e, mais que tudo, garantir nossa intervenção para erradicar o trabalho degradante, infantil e o trabalho análogo ao escravo, impedir que a cobiça sobre nossas reservas ameace a soberania alimentar e o espaço para a agricultura familiar, e pressionar governo e investidores para que as riquezas geradas sejam direcionadas à inclusão social’, resume o presidente da CUT, Artur Henrique.


Como um dos exemplos de propostas que a CUT quer disputar na sociedade, Artur cita a necessidade de um contrato coletivo nacional para toda a cadeia energética, para que de Norte a Sul os trabalhadores tenham um patamar inicial digno para condições de vida e desenvolvimento.


O seminário, que será realizado no hotel Braston Martins Fontes, objetiva consolidar as propostas, após debate ampliado dentro da CUT, para em seguida lutar pela divulgação e aprovação delas.

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