Governo espera licitar oito hidrelétricas em 2009

03 outubro 15:33 2008

Depois de viabilizar a usina de Baixo Iguaçu (PR-350 MW) no leilão A-3 desta semana, o governo pretende licitar mais oito hidrelétricas no ano que vem. Segundo Márcio Zimmermann, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, deverão ser licitados os empreendimentos de Baixo Cambuci e Barra do Pomba, no Rio de Janeiro, cinco usinas do rio Parnaíba e o projeto estruturante de Belo Monte (PA-11.100 MW).


De acordo com ele, em 2010, deverão ser licitadas algumas usinas do rio Teles Pires e da bacia do Tapajós. O secretário afirmou que os novos projetos em áreas ambientais sensíveis, como a floresta Amazônica, deverão ser formatados no estilo usinas-plataforma. Ou seja, elas serão operadas à distância com mínima presença humana no local.


Zimmermann, que participou do primeiro dia do Enase 2008, no Rio de Janeiro, contou ainda que, nesse tipo de usina, as áreas dos canteiros, por exemplo, são recuperadas e são criadas reservas ambientais entorno das usinas.
 
Em relação à Belo Monte, Zimmermann disse que o leilão seguirá o modelo dos executados para projetos estruturantes. O governo, afirmou o secretário, tenta viabilizar a participação de agentes como os grandes consumidores no certame. ‘Especialmente, aqueles que investem em projetos na Amazônia. Isso vai ser considerado’, observou.


Governo amplia limite de crédito do BNDES à Petrobras (Estadão Online 20:28h) 30/09/08
Em meio a discussões sobre como capitalizar a empresa para investir no pré-sal, CMN aprova ampliação
Reuters


BRASÍLIA – O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta terça-feira resolução que amplia a capacidade do BNDES de emprestar recursos para a Petrobras em um momento em que a empresa se prepara para fazer frente a investimentos vultosos para explorar a camada de petróleo do pré-sal.  


Pelas regras em vigor até hoje, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social poderia ter um limite de exposição a risco às empresas da União equivalente a 25% do seu patrimônio de referência.


O CMN excluiu a Petrobras desse conjunto de empresas no que diz respeito à exposição a risco. Isso significa que o BNDES poderá ter uma exposição equivalente a 25% do seu patrimônio de referência apenas com a Petrobras.


O patrimônio de referência do BNDES equivalia a R$ 41,5 bilhões no final de 2007, segundo dados fornecidos pela instituição em seu site na Internet. (Alexandre Canazio)

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