Greve dos bancários ganha força nesta quinta-feira

09 outubro 18:42 2008

Paralisação é ampliada e bancários decidiram em assembléia manter o movimento na sexta   


São Paulo – No segundo dia de paralisação, os bancários permanecem firmes na greve, apesar de todos os esforços dos banqueiros para obrigar os funcionários ao trabalho. O balanço do dia aponta que 755 locais de trabalho, sendo 11 centros administrativos e 744 agências, ficaram fechados nesta quinta-feira, 9 de outubro, envolvendo cerca de 35.150 mil bancários, 29,3% do total. No dia anterior, aderiram mais de 26 mil trabalhadores em 682 locais de trabalho, 22% do total.


Aderiram à greve os trabalhadores das centrais de atendimento telefônico e da área de sistema do Itaú (CAT), Bradesco (Telebanco), Real (Call Center), Unibanco (CAU), Banco do Brasil (Verbo Divino) e Caixa Econômica Federal (Paulista).


No final da tarde, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatingüera, 192, Sé), os bancários decidiram em assembléia manter o movimentona sexta, 10.


‘Ampliamos a greve em locais estratégicos onde funcionam os prédios administrativos dos bancos. Os banqueiros já sabem o que queremos. Enquanto eles não reabrirem as negociações e apresentarem uma proposta digna à categoria, vamos continuar em greve’, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.


Reivindicação – A categoria quer aumento real de 5% (além da inflação de 7,15%), valorização dos pisos, auxílio-creche de R$ 415, vale-refeição de R$ 17,50 por dia, além de PLR composta de três salários mais valor fixo de R$ 3.500. Se os bancários aceitassem a proposta rebaixada da federação dos bancos (Fenaban), as perdas poderiam chegar a R$ 1.800 na PLR deste ano.


Os bancários rejeitaram, no dia 29 de setembro, proposta que já havia sido rechaçada pelo Comando Nacional dos Bancários na mesa de negociação com os banqueiros que previa reajuste de 7,5% e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) menor do que a paga no ano passado. Até agora não há negociação marcada.

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