Evo Morales recebe a comitiva da CUT na Bolívia

13 outubro 16:24 2008

A delegação da CUT que está na Bolívia, foi recebida no Palácio Quemado, sede do governo nacional em La Paz, pelo vice-ministro para Movimentos Sociais, Sacha Llorenti e, em seguida, pelo presidente Evo Morales.


Com o vice-miinistro, os dirigentes cutistas, Antonio Carlos Spis e Julio Turra e o petroleiro Anselmo mantiveram um diálogo onde expressaram a solidariedade da CUT com o processo de mudanças em curso na Bolívia e condenaram as atitutdes da oligarquia separatista a serviço do imperialismo, em particular o massacre de camponeses ocorrido em Pando. De Sacha Llorenti escutaram uma avaliação do governo sobre a situação, onde ele destacou o protagonismo dos movimentos populares e indígenas na derrota da tentativa de golpe, ao mesmo tempo que alertou que a direita não deixa de conspirar, dando como exemplo a descoberta de um arsenal em Santa Crua ocorrida na tarde deste mesmo dia 9.


O presidente Evo Morales recebeu com satisfação a delegação da CUT, agradecendo a demonstração de solidariedade e dizendo: ‘Como sindicalista que fui, não vou jamais trair o povo pobre da Bolívia e as expectativas que nossos irmãos de outros países, como o Brasil, tem no nosso processo revolucionário e na luta contra o império’. Na ocasião Spis reafirmou que a CUT e a CMS estarão discutindo o envio de representantes de organizações sindicais e populares do Brasil à Marcha de 13 de outubro dos movimentos sociais bolivianos que vai exigir do Congresso a imediata convocação do Referendo para aprovar a nova Constituição. Ao final da audiência Evo tirou uma foto, junto com os cutistas, com a camiseta da campanha da FUP ‘O Petróleo é do Brasil’, em suas mãos.
 
Ampliado da COB
No mesmo dia 9, a delegação havia visitado Federação Departamental dos Trabalhadores Fabris de La Paz às 8 horas, tendo participado em seguida de um programa radiofônico.Depois, entrevistou-se com o secretário executivo da Central Obrera Boliviana (COB), Pedro Montes, e outros dirigientes da histórica central dos trabalhadores, que à tarde realizaria seu Ampliado (Plenária) Nacional.


Convidados a participar do Ampliado, os dirigentes cutistas testemunharam um rico debate que girou em torno do pacto de unidade firmado entre a direção da COB e a Conalcam (Coordenação nacional por El cambio, constituída por organizações afins ao MAS) e sobre a participação da central na Marcha convocada para iniciar-se em 13 de outubro (devendo chegar a La Paz no dia 18). Por ampla maioria o Ampliado da COB decidiu somar-se e encabeçar a Marcha, o que reforça a unidade entre todos os setores sindicais e populares para impor a vontade da maioria do povo contra as forças de direita pró-imperialista.


Ainda no dia 9, depois da audiência com Evo Morales, a delegação foi entrevistada no programa de TV da jornalista Amália Pando.


Outras reuniões
No dia anterior, 8 de outubro, os cutistas encontraram-se com o vice-presidente do MAS (partido de Evo), Gerardo Garcia, que falou dos avanços da nova Constituição e que a posição do partido era de aprovar rapidamente a convocatória do referendo, prevendo que ele possa realizar-se no início de 2009, com eleições gerais em julho do mesmo ano.


Em seguida a delegação foi à sede da Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros, onde o secretário executivo Guido Mitma, demonstrou-se preocupado com o efeito da crise mundial sobre o preço dos minérios, o que poderia provocar desemprego no setor. Declarando-se favorável ao processo de mudanças em curso na Bolívia, ‘que custou sangue para a classe operária’, ao mesmo tempo Mitma disse que os mineiros tem observações a fazer sobre alguns pontos da proposta de nova constituição, no que se refere a garantir ao Estado o controle das minas.

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