Novo presidente de Furnas se reúne com sindicatos

13 outubro 20:14 2008


Na última quarta-feira, dia 8, o novo presidente de Furnas, Sr. Carlos Nadalutti, recebeu na sala de reuniões de seu gabinete os representantes dos sindicatos. A reunião foi solicitada pela Intersindical Furnas e teve o objetivo de ouvir do novo presidente propostas e diretrizes que ele estaria vislumbrando para a sua gestão e seus compromissos com Furnas, Real Grandeza, trabalhadores e sociedade.


Após a apresentação dos participantes da reunião, o presidente fez questão de explanar detalhadamente sua trajetória de vida desde a infância até os dias de hoje, abordando a sua formação familiar, passando pela escolar até a inserção no mercado de trabalho, na adolescência, e, por fim, o início de sua carreira em Furnas, em 1979, como estagiário.


Quanto à indicação de seu nome para o cargo, o presidente contou sua trajetória na região de Goiás, onde iniciou a militância participando de trabalhos voluntários,organizando associação de engenheiros, dentre outras atividades, o que lhe deu visibilidade e proporcionou aproximação com o PMDB de Goiás, partido ao qual é filiado. Ele destacou o relacionamento político com parlamentares do seu partido, principalmente em Goiás e no Rio de Janeiro, e que sua indicação passou pelo crivo do PMDB.


Já os dirigentes sindicais externaram ao presidente a preocupação quanto ao fato de a empresa ter passado os últimos dezoito meses numa condição de inércia devido às dificuldades do ex-presidente e sua inexplicável obsessão em mudar a gestão da Fundação Real Grandeza. Lembraram sobre o processo de reestruturação por que passa o Sistema Eletrobrás, que, acreditam as entidades sindicais, irá proporcionar melhorias para o sistema elétrico, para as empresas, trabalhadores e sociedade. Salientaram que Furnas tem que estar participando desse processo com sua capacidade máxima, por meio da experiência adquirida ao longo dos seus 51 anos de existência.


O Sr. Carlos Nadalutti afirmou que irá fazer uma gestão voltada para consolidar Furnas em uma empresa única, saneada, sem os excessos que hoje se traduzem em prejuízos e desperdícios para a empresa, que hoje passa por problemas econômicos e financeiros.


Quanto à Fundação Real Grandeza, limitou-se a dizer que a entidade está ‘blindada’ e que não acredita que, caso haja mudança da figura do presidente da FRG, essa blindagem seja rompida. Além disso, afirmou não ter recebido nenhuma orientação ou determinação sobre o assunto, seja do presidente da Eletrobrás ou do ministro de Minas e Energia, ambos do PMDB, ou de quem quer que seja.


Disse ainda o novo presidente que está próxima a sua aposentadoria e o momento de usufruir o benefício da Fundação; ele acredita que os problemas ocorridos na gestão do ex-presidente Conde foram ocasionados por contra-informação, falta de comunicação e de entendimentos entre as partes, e que a mensagem que deve ser repassada para os participantes da Fundação é a de tranqüilidade.


Tranqüilidade é tudo que nós participantes queremos. Infelizmente, no entanto, esse sentimento ainda não foi transmitido com a ênfase que a situação requer. Portanto, é bom continuarmos com um ‘olho no queijo e o outro no gato’, uma vez que o novo presidente, mesmo sendo um técnico do quadro de Furnas, poderá sofrer pressões políticas por parte de correligionários que lhe apoiaram, pois são os mesmos que indicaram e apoiaram o ex-presidente Conde.


Apesar de toda a adversidade, é importante lembrar que sempre fomos a favor de técnicos do setor, de preferência do quadro próprio, assumirem os cargos de direção nas nossas empresas. No caso de Furnas, é a primeira vez que um funcionário de carreira chega ao cargo de presidente; o fato é muito importante para todos e esperamos que dê certo.

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