Para Lobão, expulsão de Furnas é ação retórica

13 outubro 16:35 2008

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, classificou hoje de ‘foguetório’ e de ‘ação retórica’ a decisão do presidente do Equador, Rafael Correa, de expulsar a estatal brasileira Furnas do país. Segundo ele, ações como essa atrapalham o processo de integração na região e os laços de amizade entre os dois países.


Na última sexta-feira, Correa teria afirmado em programa de televisão que estaria expulsando Furnas de seu país, devido a falhas da empresa brasileira no trabalho de fiscalização da usina. A estatal Furnas Centrais Elétricas negou hoje ter recebido qualquer informação oficial sobre expulsão de suas atividades no Equador.


‘O governo do Equador pode tomar a decisão que achar do seu interesse, mas não podemos de bom grado aceitar uma ação dessa natureza’, disse Lobão. ‘Ele (Rafael Correa) expulsou o que não existe. É muito mais uma ação retórica do que um fato concreto. É foguetório sem nenhuma conseqüência para a empresa’, criticou o ministro.


Lobão atribuiu a atitude do presidente equatoriano a ‘interesses internos’. O ministro lembrou que, durante encontro recente em Manaus com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa, o clima era de confraternização e de muito interesse na integração regional. ‘Essa atitude atrapalha a integração’, disse. Cauteloso, o ministro preferiu não comentar a expulsão da Odebrecht junto com Furnas. ‘É uma empresa privada e eu não vou comentar.’ (Adriana Fernandes)

  Categorias: