Conexão Solidária

21 outubro 15:33 2008

Representantes da Central Única dos Trabalhadores, Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Secretaria Nacional de Economia Solidária do PT, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), Secretaria Nacional de Economia Solidária, ECOSOL, UNISOL e Banco do Brasil participaram na tarde desta segunda-feira (20), em São Paulo, do lançamento do projeto Conexão Solidária. O evento foi uma prova do que será a 1ª Mostra Nacional de Comercialização dos Produtos e Serviços da Economia Solidária, que ocorrerá em 2009, que pretende proporcionar oportunidades de comércio solidário, com geração de emprego e renda.


O coordenador Geral da ADS, Ari Aloraldo do Nascimento, abriu o evento enfatizando que o principal objetivo da iniciativa é encontrar formas de organizar os trabalhadores e trabalhadoras para a comercialização dos produtos da economia solidária. ‘O Conexão quer somar esforços e ampliar o debate – vamos ouvir os empresários sem esquecer questões como meio ambiente e os serviços públicos’.


Para o diretor-presidente da ECOSOL, Gilmar Carneiro, a comercialização dos produtos é extremamente relevante. Segundo ele, a grande questão é como fazer políticas públicas com poder social de decisão. Para o da UNISOL, Arildo Mota Lopes,  o marco regulatório e a certificação dos produtos é outro ponto a ser observado.


A representante do MDA, Maria Judite Gomes, lembrou da importância da participação dos agricultores rurais no projeto. ‘Devemos intensificar o trabalho de chamamento, nesse período que antecede o lançamento do projeto, para estreitar os laços’, enfatiza. 


O primeiro tesoureiro da CUT, Antonio Carlos Spis, falou sobre a responsabilidade das entidades em pautar o tema. ‘Na última plenária da CUT conseguimos tirar uma emenda que traz uma responsabilidade cutista. Há um compromisso do presidente em avançar nesse sentido, mas muitas vezes somos atropelados pelas demandas, por isso, a necessidade de pautar diariamente a questão. Vamos abrir o debate e mostrar para o mundo que nós temos a capacidade de comercializar nossos produtos, para isso, precisamos discutir estratégias que serão fundamentais para o conjunto da classe trabalhadora’.


Já o gerente de Comunicação Institucional da Regional São Paulo Sul da Petrobrás, José Aparecido Barbosa, salientou o lado cultural de mudança de conceito em relação à economia solidária. ‘A Petrobras pode ser um parceiro da CUT para o desenvolvimento dessas políticas afirmativas que agrega novos valores à medida que essas passam a fazer parte do dia-a-dia’, ressalta. (Ana Paula Carrion)

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