Nota oficial da CUT sobre decisão do Copom

16 dezembro 09:49 2008

Política pé no freio é conservadora até se comparada a ‘modelos’ do neoliberalismo


Por meio de nota, o Copom anunciou que vai manter a taxa Selic em 13,75%. Embora outros países tenham cortado os juros para dar uma injeção de ânimo na economia, o Banco Central vê ‘incerteza’ e decidiu adotar uma linha mais conservadora. Sinaliza ainda que pode retomar o processo de alta dos juros por temer a aceleração da inflação.


Para a CUT essa política é conservadora e equivocada. ‘Mais do que nunca o Brasil precisa abaixar de forma agressiva a taxa básica de juros e diminuir o superávit primário, como forma de não apenas manter, mas ampliar o fluxo de investimentos’, destaca a nota oficial divulgada pela Central nesta quinta-feira (30).


Leia a íntegra da nota da CUT:


‘A política pé no freio do Banco Central e do Copom é conservadora até mesmo se comparada à adotada nos últimos dias por países tidos como modelos do neoliberalismo.


Mais do que nunca o Brasil precisa abaixar de forma agressiva a taxa básica de juros e diminuir o superávit primário, como forma de não apenas manter, mas ampliar o fluxo de investimentos.


A resposta para uma crise é desenvolvimento, valorização do trabalho e incentivo à geração de emprego e renda.


Por isso, a Central Única dos Trabalhadores vai manter seu calendário de mobilizações e de campanhas salariais, exigindo emprego, aumentos reais de salário, a manutenção e ampliação dos direitos trabalhistas e a preservação dos investimentos em políticas públicas como educação e saúde.


Medidas de combate à crise – Continuaremos cobrando também o compromisso de contrapartidas sociais – metas de geração de emprego e renda – por parte dos agentes públicos e privados envolvidos nas recentes medidas de combate à crise.


No dia 3 de dezembro, realizaremos em conjunto com as demais centrais a V Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, quando delegações de todo o país novamente irão a Brasília para pressionar os três poderes da República a tomarem decisões a favor da maioria, daqueles que constroem as riquezas reais do Brasil.


Artur Henrique, presidente nacional da CUT’

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