Começam as mobilizações em SP

20 janeiro 09:37 2009

A CUT dá início nesta terça (20) a um calendário de mobilizações e protestos em defesa dos empregos, salários e direitos


A CUT pretende organizar atos como esses em diversas regiões do país e no maior número possível de categorias, para reforçar o posicionamento da Central na defesa dos empregos, dos salários e direitos trabalhistas como pontos primordiais da luta pelo crescimento econômico em meio às turbulências econômicas internacionais.


Essa é a mesma pauta que a CUT levou para audiência na tarde de ontem (segunda, dia 19) com o presidente Lula, em Brasília.


Sobre a pauta, depois de reiterar que a CUT não aceitará demissões, suspensão de contratos ou redução salarial como pontos de partida de nenhuma rodada de negociação para discutir os rumos do país, Artur destacou algumas das propostas, dentre elas a desoneração tributária nos três níveis de governo, ‘desde que atreladas à garantia, por escrito, de manutenção dos empregos nos setores e empresas beneficiados’.


Como exemplo de medidas de desoneração, Artur defendeu a queda da contribuição patronal para a Previdência, mas somente com a garantia de que o Tesouro, ou seja, o governo federal, complemente os valores utilizando-se dos recursos que vem sendo usados para o pagamento do superávit primário e também da correta aplicação das receitas constitucionalmente definidas para a Seguridade Social. ‘Superávit existe para isso mesmo, para garantir investimento social’, disse o presidente. Artur acredita que o mesmo tipo de negociação tem de acontecer com estados e municípios, especialmente das capitais.


A desoneração pode recair também, na visão da CUT, sobre as contribuições do Sistema S. Em nível estadual, sobre ICMS, entre outros. Artur também frisa que a desoneração tem de ser definida tendo como parâmetro uma análise séria da situação de cada setor da economia. ‘A desaceleração da economia não ocorre na mesma proporção para todos os setores, então a desoneração pode ser diferenciada’, defendeu. Segundo ele, a CUT vai orientar as CUTs estaduais a procurar governadores e prefeitos. (Isaías Dalle)

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