Com a gente não tem crise

03 fevereiro 17:50 2009

Caravana da direção do Sinergia CUT pega a estrada em fevereiro. Segunda etapa da Oficina acontece em março, quando será definida a pré-pauta de reivindicações


A Campanha Salarial (CS) 2009 começa a esquentar na segunda semana de fevereiro quando a Caravana do Sinergia CUT pega a estrada   para inúmeras reuniões e assembléias com trabalhadores em várias cidades do interior e do litoral paulista. Na bagagem, a direção do Sindicato leva as propostas para a antecipação do debate das reivindicações e da mobilização nos locais de trabalho.
 
A decisão de antecipar a Campanha Salarial 2009 foi tomada pela direção do Sinergia CUT diante do cenário de crise financeira mundial provocada pelos Estados Unidos a partir de setembro do ano passado. Assim, dirigentes da entidade, interlocutores das empresas e coordenadores de macro participaram da primeira etapa da Oficina da CS 2009, realizada nos dias 10 e 11 de novembro em Louveira, para debater a estratégia de organização, mobilização e negociação.


Conforme já divulgado, na abertura do encontro, dois  temas esquentaram os debates: A Crise Financeira e os Impactos no Setor Energético e A Reestruturação Produtiva e a Organização nos Locais de Trabalho. A principal conclusão foi consenso: as empresas energéticas passam longe da crise, mas é óbvio que vão vir  de novo com a choradeira para propor ajustes e tentar reduzir conquistas.


Garantia de sucesso


Para enfrentar esse novo cenário, o Sinergia CUT decidiu então intensificar a combinação de mobilização nos locais de trabalho com capacidade de negociação na mesa, além da unidade da bancada dos trabalhadores.


O tripé de prioridades virou prática imediata. Desde dezembro, todas as entidades  vêm participando das reuniões da Campanha Unificada dos Energéticos.No início de janeiro, o Sinergia CUT encaminhou pesquisa para saber a opinião dos trabalhadores. Os resultados estão sendo tabulados. 


Esquentando o clima


Agora, a partir da próxima segunda (09), começa a Caravana que vai esquentar o clima nos locais de trabalho. E a segunda etapa da Oficina será realizada em março, para aprofundar a estratégia de mesa e definir a pré-pauta de reivindicações. Tudo para garantir o sucesso da negociação com mobilização. Porque  com a gente  não tem crise.  


Os principais eixos de luta


Trabalho decente
Mais e melhores empregos
Contra todo tipo de precarização e terceirização
Fim das demissões
Fim da rotatividade
Fim dos desvios e acúmulo de função
Por um PCS justo
Saúde e segurança
Requalificação profissional
Pelo cumprimento das convenções da OIT
ACT por três anos
Redução da jornada sem redução de salários
Controle de jornada
Contra qualquer discriminação e assédio
Política de inclusão de jovens, mulheres e negros
Liberdade e autonomia sindical
Fim das práticas antissindicais


Salário e renda
Reposição das perdas salariais
Aumento real de salários
Aumento do piso salarial
PLR maior, com metas claras e factíveis
Mais e melhores benefícios


Somos todos energéticos
Unificação da data base
Convenção Coletiva de Trabalho
Negociação Permanente
Unificação das negociações e dos ACTs nas holdings
Defesa das Fundações
Política para trabalhadores de terceiras


Energia e desenvolvimento sustentável
Controle social
Contra a privatização da CESP
Defesa da EMAE
Contra a Empresa de Referência
Pela reabertura dos escritórios de atendimento

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