Valeu a pressão!

03 março 12:23 2009

Diante da grande mobilização dos trabalhadores em várias regiões do país, ministro recua e diz que diretoria da Fundação Real Grandeza não terá alterações até outubro, quando acaba o mandato da atual gestão


Depois de sofrer grande pressão por parte dos trabalhadores no decorrer das últimas semanas e de ser enquadrado pelo presidente Lula, o PMDB oficializou o recuo na tentativa de substituir a direção da Fundação Real Grandeza,o fundo de pensão dos trabalhadores da estatal Furnas e de parte do pessoal da Eletronuclear.


A decisão foi divulgada no último domingo (01) pelo ministro de Minas e Energia Edison Lobão em nota oficial.


A bancada fluminense do PMDB na Câmara, capitaneada por Eduardo Cunha, vem tentando desde 2007 substituir Sérgio Wilson Ferraz Fontes e Ricardo Gurgel Nogueira, presidente e diretor de investimento do fundo, respectivamente, por indicações do partido. O interesse dos peemedebistas é gerir o patrimônio da fundação, avaliado em aproximadamente R$ 6,3 bilhões.


Segundo informações veiculadas no jornal Folha de S. Paulo, Eduardo Cunha negou que tenha atuado para substituir a diretoria do fundo.


Ele foi o responsável por indicar o ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde, substituído no ano passado por Carlos Nadalutti Filho, que também é da cota do PMDB.


O Conselho Deliberativo da fundação vetou as investidas do PMDB para substituir Sérgio Wilson e Ricardo Gurgel Nogueira em 2007 e 2008.


A gestão da fundação anterior à atual deixou um prejuízo de R$ 153 milhões devido a aplicações em títulos do Banco Santos, liquidado pelo Banco Central. A fundação também foi alvo de investigação pela CPI dos Correios, em 2005.


No último dia 26, após as manifestações e protestos simultâneos dos trabalhadores de Furnas, Lula se reuniu com Lobão e colocou ao ministro sua insatisfação com as pressões do PMDB sobre a Real Grandeza. A decisão sobre mudanças na direção do fundo foi então adiada.

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