Ministro Lupi entrega Carta Sindical ao Sindicato Nacional dos Aposentados

11 março 10:58 2009

Luta contra o fator previdenciário e recuperação do valor das aposentadorias são prioridades


Lideranças das mais diversas categorias compareceram ao ato de entrega da Carta Sindical ao Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas (Sintapi-CUT), realizado na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores, na noite de segunda-feira (9).


O evento contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; do presidente da CUT, Artur Henrique; do secretário de Relações do Trabalho do MTE, Luiz Antonio de Medeiros; os presidentes dos Sindicatos dos Aposentados da Força Sindical, João Inocentini, e da CGTB, Oswaldo Lourenço, e de dezenas de lideranças sindicais, como o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira (Conticom), Waldemar de Oliveira, e o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Roberto Guido.


‘É com muita emoção que nós recebemos este documento de identidade do nosso Sintapi. Nós, que ajudamos a fundar a CUT, vamos atuar agora com ainda mais determinação para organizar a luta e as reivindicações dos 26 milhões de aposentados e pensionistas do país’, declarou emocionado o presidente do Sintapi/CUT, Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão).


O ministro Carlos Lupi sublinhou que ‘a entrega da Carta Sindical é um ato de justiça, não é um favor nem uma benesse’. Lupi frisou que esta é uma ‘categoria especial’ e que o seu enquadramento para receber a Carta foi complexo, diante da dificuldade do parecer técnico e jurídico, uma vez que os aposentados e pensionistas estão em todas as áreas e setores. Solidário à luta do Sintapi, o ministro defendeu a união das centrais em defesa dos direitos do segmento e manifestou que, conforme havia prometido, estava presente ‘com honra e felicidade, para dizer: palavra cumprida’.


O presidente da CUT, Artur Henrique, destacou a importância da unidade das centrais sindicais na defesa deste importante segmento, que tem sua pauta própria e que precisa ser valorizado. ‘A luta pelo fim do famigerado fator previdenciário, imposto na época do governo FHC, e pela recuperação do poder aquisitivo das aposentadorias é uma das nossas prioridades. Assim como por meio da política de valorização do salário mínimo, conseguimos aumento real para 16 milhões de aposentados e pensionistas, precisamos atuar para que os cerca de nove milhões que recebem acima do mínimo também tenham seu aumento digno’, acrescentou. Resgatando a atuação da CUT no Fórum Nacional da Previdência para garantir direitos, Artur sublinhou o compromisso da Central em barrar a tentativa de setores do empresariado de impor uma reforma tributária às avessas. ‘Querem abolir o conceito de seguridade social, implantar o retrocesso’, denunciou. O líder cutista também parabenizou o ministro Lupi pela sua atuação em defesa dos direitos da classe, ‘posicionando-se ao lado dos trabalhadores para cobrar contrapartidas sociais das empresas que recebem benefícios públicos’.


‘Nós, mais jovens, estamos comemorando esta conquista, tão desejada pelos idealizadores da nossa Central’, declarou Lucilene Binsfield (Tudi), presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo do Comércio e Serviços (Contracs), em nome das confederações cutistas. Tudi lembrou que o Sintapi já nasceu forte e que ganhará ainda mais peso com a solidariedade do conjunto do movimento sindical cutista na luta contra a herança do projeto neoliberal privatista, de retirada de direitos. ‘Na ativa vocês conquistaram muitos direitos, que agora os neoliberais querem retirar e isso nós não vamos permitir’, concluiu. (Leonardo Severo)

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