Garra e energia para a luta…

20 março 11:58 2009

… em todos os dias do ano. Mulheres do Sinergia CUT mostram disposição, participam de várias atividades neste mês de março e lançam o Coletivo de Mulheres


Unidas pelo fim da violência, pela autonomia sobre o corpo e contra aqueles que querem passar a conta da crise internacional às trabalhadoras e aos trabalhadores. Foi nesse clima que aconteceu a Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo para marcar o 8 de março, o Dia Internacional da Mulher que tingiu de lilás homens e mulheres durante todo o mês.


A marcha, que contou com a participação da CUT e de sindicatos cutistas, começou na Praça Osvaldo Cruz, início da Avenida Paulista, e terminou no Monumento às Bandeirantes da Praça Armando Salles de Oliveira, diante do Parque do Ibirapuera.


Antes das palavras de ordem, as cutistas fizeram silêncio diante da história de guerreiras contemporâneas, ‘mulheres liberianas munidas apenas de coragem, ousadia e desejo de paz expresso em camisetas e turbantes brancos’. Porque domingo de manhã foi dia de cinema, com o lançamento nacional de ‘Reze para o Diabo voltar para o Inferno’ no Cine SESC da Rua Augusta. Com direção de Gini Reticker, o filme emocionou a todos com a história de um grupo de mulheres da Libéria que enfrentaram a guerra civil e o governo militar no país africano para conquistar a paz e eleger a primeira presidente do mundo: Ellen Johnson Sirleaf. Fica a lição e a inspiração para a luta.


Durante o ato político, ao final da Marcha, a secretária sobre a Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Cida Trajano, falou da importância da luta pela igualdade incluir homens e mulheres. ‘Mais do que uma comemoração, esse é um dia de luta. Além de reivindicar direitos, devemos denunciar o descaso do governador do estado e do prefeito da capital. O que o Serra e o Kassab estão fazendo para combater a crise? A classe trabalhadora não vai pagar essa conta’, defendeu.


Representando a CUT Nacional, a secretária de Organização da Central, Denise Motta Dau, afirmou que ‘tudo o que chame a atenção da sociedade e dê visibilidade às bandeiras das mulheres, como igualdade de salários e descriminalização do aborto, é muito importante’. Aplausos.


Coletivo de Mulheres do Sinergia CUT já é realidade
Idealizado por mulheres e homens da direção da entidade durante alguns anos, a criação do Coletivo aconteceu no dia 26 de fevereiro passado, durante reunião na sede do Sindicato em Campinas, com a participação de trabalhadoras das empresas energéticas da ativa e aposentadas.


O objetivo é criar um fórum de discussão e propostas sobre todos os assuntos relativos à mulher trabalhadora, com foco especial para a participação na vida sindical, inclusive na direção da entidade. O Coletivo quer intensificar também a participação de mulheres nas campanhas e nas negociações coletivas, assumindo nas mesas a defesa de direitos das mulheres, como a licença maternidade de seis meses e a não discriminação de gênero nos locais de trabalho. Sem esquecer da defesa de direitos dos homens, como por exemplo a licença paternindade e o auxílio creche.


Com a criação do Coletivo de Mulheres, que tem a participação também de trabalhadores, o Sinergia CUT quer garantir também a cota de gênero nas direções de todos os sindicatos que fazem parte do projeto e pretende estimular ainda a participação dos homens na discussão de gênero. Rosana Grigolleto, atendente do Call Center da CPFL  Energia e dirigente do STIEEC, é a Coordenação do Coletivo de Mulheres, que deve realizar reuniões mensais. Participe! 

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