CUT nas ruas por desenvolvimento com emprego e renda

27 março 17:47 2009

Nesta segunda (30), Central participa de ato internacional contra a crise em São Paulo. Sinergia CUT presente!


A Central Única dos Trabalhadores, ao lado de representantes dos movimentos sociais, mais uma vez ocupará um dos principais centros comerciais paulistanos para dizer não às demissões e exigir redução da taxa de juros, investimentos em políticas públicas e a ampliação dos direitos trabalhistas e sociais. 


A concentração acontecerá às 10h, diante do Banco Real Santander e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na Avenida Paulista, 1374. De lá, a marcha seguirá até a sede do Banco Central, da Caixa Econômica Federal e da Bolsa de Valores, no centro velho da cidade.


Esse será o primeiro ato unificado da Central em 2009, conforme as ações definidas em parceria com a Confederação Sindical Internacional  (CSI) e com a Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA), neste ano no Fórum Social, em Belém do Pará.


No início de fevereiro, a CUT-SP já promoveu uma manifestação no centro de São Paulo para marcar o comprometimento com o desenvolvimento do país no Dia Nacional de Luta pela Manutenção dos Empregos e Direitos. Um dia após o ato, o governador paulista, José Serra, anunciou um pacote com muitas das medidas exigidas pelos trabalhadores: suspendeu ICMS na compra de equipamentos e matéria-prima utilizados para fabricação de bens para exportação, antecipou investimentos e anunciou a elevação da oferta de crédito por meio da Nossa Caixa desenvolvimento.


‘Foi necessária a mobilização da Central para que o Serra entendesse a importância da atuação do Estado como indutor do desenvolvimento. A resposta para a crise está no investimento público em infra-estrutura, no aumento do salário mínimo e redução de impostos para distribuir renda e na redução da jornada sem redução de salário. Além disso, quem recebe benefício do governo não pode responder com demissão e corte de investimentos’, aponta Sebastião Cardozo, presidente da CUT-SP.


Leia abaixo o texto do panfleto que será distribuído à população:


Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise


O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.


A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora – e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.


No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.


O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo ‘deus mercado’. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!
A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.


Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.


O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e  auto-determinação dos povos.  


Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!


NÃO ÀS DEMISSÕES!


REDUÇÃO DOS JUROS!


REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!
REFORMA AGRÁRIA, JÁ!


POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!


EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!


SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!


Ato Internacional Unificado Contra a Crise


Organizadores:
ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA

  Categorias: