AES demite 77 trabalhadores em três empresas

08 abril 12:52 2009

‘AES diz que manterá no país investimento de R$ 650 milhões’. Esse é o título de uma matéria divulgada pelo jornal Valor Econômico no dia 06 de janeiro deste ano. Passados três meses dessa publicação, nos primeiros dias de abril, a mesma Companhia já promoveu 77 demissões em três de suas empresas no Brasil: Uruguaiana, Tietê e Eletropaulo.


No caso da AES Uruguaiana,  29 pessoas foram dispensadas no dia 01 de abril. A Companhia simplesmente informou que a termelétrica deixou um prejuízo de R$ 433 milhões em 2008 e houve a necessidade de ‘hiberná-la’, reduzindo as atividades. Outros 13 trabalhadores foram transferidos e realocados em negócios da AES no país.


E as contradições quanto à verdadeira situação e intenções da Companhia no Brasil aumentaram com as 47 demissões na Eletropaulo e com dispensa de um trabalhador na AES Tietê ocorridas na última sexta-feira (03).


Na matéria publicada em janeiro passado pelo Jornal Valor,  o presidente da AES no Brasil, Britaldo Soares, informou que as empresas distribuidoras de energia da AES iriam manter os investimentos previstos para 2009 no Brasil. ‘A AES Eletropaulo investirá R$ 450 milhões e a AES Sul cerca de R$ 200 milhões para manter, expandir e atender sua rede básica. Mesmo que o consumo não cresça no próximo ano, em função da crise, estes investimentos se fazem necessários’, afirmou na época.


Incoerências
A direção da AES Eletropaulo tem justificado as recentes demissões como ‘movimento natural de qualquer negócio’. Diz ainda que já contratou 142 trabalhadores no último quadrimestre e que as vagas dos 47 desligados deverão ser repostas.


Para o Sinergia CUT são inaceitáveis as tentativas de explicações da Multinacional, principalmente nesse momento de crise financeira mundial em que o emprego e as contratações não estão em alta. Além do mais, seria o caso da AES fazer a sua parte e colaborar para fazer levantar a economia, uma que o Brasil já vem mostrando reações positivas com relação à crise mundial.


Mais: a AES Brasiliana de Energia (que exerce o controle acionário das empressas do Grupo AES no Brasil), conta com a participação do capital do BNDES, que detêm 49% das ações da empresa. Ou seja, dinheiro público brasileiro investido em multinacional que faz demissão em massa no Brasil. Lamentável.
 
O Sindicato está tomando todas as providências para tentar reverter as demissões ocorridas nas empresas da AES no estado de São Paulo.

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