A irresponsabilidade social da CPFL Energia

14 abril 18:03 2009

Imoral. Para o Sinergia CUT essa é a palavra que melhor caracteriza a atitude da direção da CPFL Energia que promoveu inúmeras demissões na última segunda-feira (13). A maioria dos demitidos, sem qualquer argumento, estava lotada na Diretoria Administrativa, na sede em Campinas. Para agravar a situação, entre os dispensados, um membro da CIPA e um representante sindical eleito pelos trabalhadores.


Diante dos lucros exorbitantes e alta rentabilidade da empresa nos últimos anos, diante dos compromissos assumidos publicamente pela  holding de ter responsabilidade social  e, diante de um setor que não foi diretamente atingido pela crise econômica mundial, as dispensas feitas só podem ser definidas como um comportamento imoral, ou seja, que não procede conforme a honestidade e a justiça.


Corte na carne
Pelo que aparenta ser, a holding lança mão de redução de quadro, precarizando as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores para manter seus altos lucros.


Esta prática tem se tornado comum na CPFL, tendo em vista as demissões injustificadas e ocorridas no ano passado que atingiram trabalhadores em toda a holding.
 
O Sinergia CUT repudia as demissões sem justa causa, flagrantes no caso da CPFL, que tanto prega a responsabilidade social.


Do outro lado
No último ano a CPFL Energia obteve lucro de R$ 1,27 bilhão. O Sindicato entende que, em uma empresa que ano a ano vem batendo recordes de lucros, os trabalhadores deveriam ter e receber o reconhecimento adequado e justo. Afinal, são eles os verdadeiros responsáveis pelo momento fantástico vivido pela holding.


O Sinergia CUT também ressalta que essa prática de não se importar com a queda da qualidade  e com o atendimento à população,  visando sempre o lucro,  vem se consolidando como hábito da empresa. Por isso, tomará as medidas necessárias para reparar a falta de responsabilidade social e a injustiça cometida pela gestão da empresa, tais como denunciar a CPFL na OIT, na Comissão de Trabalho e Emprego do Congresso Nacional e no Ministério Público do Trabalho.


Tudo porque a direção do Sinergia CUT  defende que qualquer empresa socialmente responsável não joga profissionais especializados na rua, sem garantir uma oportunidade de requalificação ou o compromisso de encaminhá-los junto ao mercado de trabalho em emprego digno. É o que o Sindicato  está cobrando da CPFL.

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