CUT-SP realiza de ato na sede da Petrobras

19 junho 15:00 2009

A Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo, ao lado de outros representantes dos movimentos sindical, estudantil e popular se reunirão às 10h, diante da sede da Petrobrás (Av. Paulista, 901), para defender a Petrobrás e as empresas estatais nacionais como patrimônios brasileiros inegociáveis e parte essencial do processo de manutenção da soberania brasileira.


Fundamental ao desenvolvimento do país, a Petrobrás é vítima dos ataques de quem aposta no ‘quanto pior, melhor’. A estratégia inclui prejudicar o financiamento às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já favorecem milhões de brasileiros, paralisar o crescimento, já com vistas para as eleições do ano que vem, e principalmente, desvalorizar para depois poder justificar a venda, como a dobradinha PSDB/DEM (então PFL) fez muitas vezes com outras estatais brasileiras.


Apenas em São Paulo, nos oito anos que governou o Brasil, antes do governo do presidente Lula, a aliança dos dois partidos vendeu o Banespa – então principal  banco de desenvolvimento do Estado -, a Light, a Telesp e as empresas do setor energético. Em âmbito nacional, privatizou a mineradora Companhia Vale do Rio Doce e todo o setor de transporte (portos, estradas, transporte sobre trilhos) sem transparência alguma.


Serra vende tudo
‘O governador José Serra aplica direitinho os ensinamentos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no Estado de São Paulo. Não podemos esquecer que há dois anos fechou um pacotão para se livrar das 18 estatais paulistas que restaram’, lembra Adi Lima, presidente da CUT/SP.


O dirigente refere-se ao grupo composto por Cesp, Nossa Caixa, Sabesp, Metrô, CDHU (desenvolvimento habitacional e urbano), CPTM (trens metropolitanos), Dersa, Emae (água e energia), Cosesp (seguros), CPP (parcerias), Cetesb (saneamento), Prodesp (processamento de dados), Imprensa Oficial, EMTU (tranporte), CPOS (obras e serviços), IPT, Codasp (desenvolvimento agrícola) e Emplasa (planejamento).


Diante da pressão dos movimentos sociais, o governador teve de recuar, negociando apenas a Nossa Caixa, felizmente adquirida pelo governo federal. A grande lição que fica da atual crise mundial é a importância do Estado agir como fomentador do desenvolvimento. Porém, em São Paulo, a dupla PSDB/DEM prefere ir na contramão do crescimento com emprego e renda.


Vale a pena lembrar: a herança privatista
As privatizações acarretaram milhares de demissões, queda de qualidade no atendimento à população e aumento das tarifas. A prioridade deixou de ser o público e passou a ser o envio de lucro às matrizes das multinacionais.


No embate para passar ao Mercado a responsabilidade que deve ser do governo
brasileiro e favorecer empresas aliadas, o PSDB e o DEM elegeram uma grande
inimiga: a Petrobrás.


O ápice da irresponsabilidade aconteceu em 2002, último ano do governo neoliberal de Fernando Henrique. A estatal, que tinha 60 mil trabalhadores em 1989, observou um aumento incrível de acidentes e desastres ambientais, após reduzir esse quadro para 32 mil. O grande símbolo desse cenário foi o afundamento da Plataforma P-36, em março de 2001, na Bacia de Campos.


Além do prejuízo de 1 bilhão de dólares, causou a morte de 11 trabalhadores e o vazamento de 1,5 milhão de litros de óleo no mar.
Quatro razões para manter a Petrobrás nas mãos dos brasileiros


1. Melhor petroleira do mundo


Definida como a petroleira mais sustentável do mundo em pesquisa da Management & Excellence, a Petrobrás irá aplicar mais R$ 70 bilhões em infraestrutura no Brasil (logística, construção civil, saneamento, transporte), somente em 2009.


2. Geração de mais de 1 milhão de empregos


Esse é o número de novos postos de trabalho que a Petrobrás deve gerar com o investimento de 174,4 bilhões de dólares até 2013. A previsão é que outras 777 mil vagas sejam criadas no Mercado com a elevação da renda e do poder de consumo dos novos empregados.


3. Pré-sal é nosso e vai para educação, saúde e áreas sociais


Em 2007 o Brasil descobriu o maior campo de petróleo do país e terceiro maior do mundo, um ano após conseguir a autosuficiência na produção do combustível. A estimativa é extrair mais de 6 milhões de barris por dia, que devem render 216 bilhões anuais ao país. O presidente Lula já se comprometeu a direcionar o valor arrecadado prioritariamente à educação, saúde e áreas sociais. Desde a alteração do marco regulatório estabelecido pelo governo do PSDB, aos movimentos sociais lutam para que as riquezas descobertas em solo brasileiro não encham o bolso de multinacionais estrangeiras. Lutam pela soberania nacional e por isso querem a volta da Lei do Monopólio Nacional de Petróleo.


4. Biocombustível: investimento em energia renovável


Neste ano, a Petrobrás investirá R$ 945 milhões na produção de biodiesel, uma fonte de energia renovável e menos poluente. A empresa também anunciou a expansão das usinas do biocombustível em Minas Gerais, Bahia e Ceará e deve construir uma nova na região Norte do país. Bom para a natureza e para os cerca de 10 mil agricultores familiares contratados para fornecer mamona e girassol, matérias-primas do combustível.


ATO PELA SOBERANIA NACIONAL E EM DEFESA DA PETROBRÁS
Dia 19 de junho, a partir das 10h
Local: Avenida Paulista, 901 (prédio da Petrobrás)

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