PRR CESP: Sinergia CUT garante devolução de taxa aos sindicalizados

23 junho 18:51 2009

Valor descontado será devolvido no pagamento deste mês. Sindicato também questiona montante distribuído 


Depois de muito atraso do Codec (Conselho de Defesa dos Capitais do Estado de SP) e de muita pressão dos trabalhadores mobilizados nos locais de trabalho, a direção da CESP finalmente pagou a PRR (Política de Remuneração por Resultados) na última sexta-feira (19), conforme já havia dibulgado o Sinergia CUT.


Vale lembrar que a pressão dos trabalhadores, com participação em protestos contra o atraso e em mobilizações pelo pagamento imediato, surtiu efeito positivo. ‘Com a notícia do pagamento na última sexta, as assembleias aprovaram o adiamento da mobilização de duas horas que deveria acontecer na manhã de terça passada’, conta Gentil Teixeira de Freitas, presidente do Sindicato dos Eletricitários e interlocutor da empresa.


Problemas e soluções
Apesar da boa notícia, o pagamento da PRR trouxe junto dois problemas: descontou indevidamente a taxa negocial dos trabalhadores sindicalizados, com oposição ao desconto já encaminhada pelo Sindicato, e pagou o benefício a partir de uma folha de salário base mais ATS (Adicional por Tempo de Serviço), desconsiderando que o montante deveria incluir os adicionais fixos.


Imediatamente, a direção do Sinergia CUT entrou em contato com o RH da CESP para cobrar soluções e evitar mais prejuízos aos sindicalizados. Ficou acordado com a empresa que o valor da taxa negocial indevidamente descontado será devolvido no pagamento deste mês. A devolução aos sindiclaizados será feita diretamente no holerite dos trabalhadores, já que o dinheiro não virá para o Sindicato.


Já sobre o montante da PRR, a cláusula quarta do Acordo Coletivo de Trabalho 2007/2009 determina que a CESP pague até 100% de uma folha de salários. ‘O Sinergia CUT entende que esse montante deve incluir os adicionais fixos, principalmente os 17,28% e a periculosidade, entre outros’, afirma Gentil. Sendo assim, o Sindicato encaminhou correspondência ao presidente da CESP, Guilherme Cirne de Toledo, e ao secretário de Estado da Fazenda e presidente do Codec, Mauro Ricardo Machado Costa, solicitando esclarecimentos sobre o montante distribuído entre os trabalhadores. Aguarde novas informações.

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