Sindicatos rejeitam proposta final da CPFL

29 junho 17:10 2009

Reajuste de 5,5% nos salários e benefícios. Assembleias deliberativas ocorrem entre segunda (29) e quarta (01). Pela reabertura das negociações!


Logo no início da terceira rodada de negociação com o Sinergia CUT e demais sindicatos, ocorrida nesta sexta (26), a CPFL  reafirmou que negociará nesta Campanha Salarial somente os itens econômicos. Mais: apresentou uma nova proposta com apenas uma alteração, afirmando ser esse o limite das negociações salariais de 2009: no lugar dos 5,11% da proposta passada, o índice de reajuste nos salários e benefícios ficaria em 5,5% .


As entidades sindicais avaliaram que, apesar de representar um pequeno avanço, esse percentual ainda está muito aquém da expectativa dos trabalhadores, que reivindicam aumento real. A proposta foi então rejeitada.


Vale lembrar que, na rodada passada, a CPFL justificou a utilização do IPCA/IBGE para o reajuste (5,11%) por ser o índice utilizado pela ANEEL para correção da parcela B. No entanto, também é importante recordar que os reajustes praticados pela empresa de 2001 a 2008 ficaram 1,87% abaixo do índice do próprio IPCA/IBGE.


Quanto a negociar apenas os itens econômicos, o Sinergia CUT e demais entidades sindicais, continuam na defesa de que, apesar de o Acordo ter vigência até 2010, é necessário discutir outros itens da pauta de reivindicações como por exemplo a redução do índice de rotatividade, assistência médico hospitalar e odontológica, reajuste VA/VR diferenciados, entre outros.


Contraproposta
A bancada dos trabalhadores, então, solicitou um intervalo na reunião e traçaram uma contraproposta que foi apresentada para avaliação da empresa: reajuste com reposição da inflação do período acrescida de aumento real nos mesmos patamares concedidos em 2008; correção dos benefícios em 10% (como no ano passado); acréscimo da verba de movimentação por desempenho de 1% para 1,5%, sendo que sua utilização deve ser mais para aumentos do que bônus; criação de um espaço através de compromisso da empresa que abra caminhos para discussão de temas relativos à Fundação CESP, como FURPES, revisão do BSPS, participação dos trabalhadores nos planos AMHO; e, na política de emprego, discutir indenização por aposentadoria de metade de uma remuneração por ano trabalhado.


A CPFL, no entanto, continuou intransigente, afirmando estar impossibilitada de atender às reivindicações dos trabalhadores. Encerrou a reunião sem marcar nova rodada.


Assembléias deliberativas
Com tudo isso, o Sinergia CUT realizará entre segunda (29) e quarta (01) da próxima semana, assembleias deliberativas em todos os locais de trabalho da CPFL para ratificar a posição do Sindicato de rejeição da proposta e para reivindicar a reabertura imediata das negociações. Participe!

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