Coletivo de Relações Internacionais do ABC é lançado em São Paulo

06 julho 18:09 2009

Coletivo abre caminho para novas vitórias do sindicalismo mundial


‘O lançamento do Coletivo de Relações Internacionais do ABC impulsiona a luta cutista com a rica e expressiva experiência de luta dos companheiros metalúrgicos e abre caminho para novas vitórias do sindicalismo mundial’, declarou João Antonio Felício, que representou a CUT Nacional no evento, realizado na noite desta quinta-feira (2), em São Paulo, durante a 1ª Conferência ‘Expressões da Globalização, Análises Comparativas Brasil-Alemanha’.



Na avaliação do secretário de Relações Internacionais da CUT, da mesma forma que o capital aproxima as grandes empresas transnacionais para explorar países e povos, os trabalhadores precisam estreitar seus laços de solidariedade para garantir a manutenção de direitos e conquistas, acumulando forças para avançar na construção de uma nova sociedade. Um dos exemplos dos progressos obtidos com a construção de redes sindicais internacionais, relatou João Felício, são as mobilizações dos trabalhadores da Gerdau que, seja no Brasil, na Colômbia ou nos Estados Unidos, abrem espaço reivindicando bandeiras comuns, pressionando governos, fazendo denúncias, articulando ações em prol do conjunto dos empregados.



Durante a atividade foi mostrado um vídeo com declarações de vários metalúrgicos responsáveis por Conselhos Mundiais de empresas multinacionais como Volkswagen e Rolls Royce, e de sua importância para a melhoria das condições de vida e trabalho. O Coletivo é composto por dirigentes do Sindicato que já integram conselhos globais e comitês mundiais em suas empresas. No ABC, esse trabalho já é desenvolvido por trabalhadores de empresas como a Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz, Rolls-Royce entre outras.



Para o presidente da CUT-SP, Adi dos Santos Lima, o novo Coletivo já nasce tendo uma história de acúmulo de lutas e experiências que o potencializam. ‘Lembramos que quando o conservadorismo queria que tapássemos os ouvidos para não ouvir a globalização neoliberal chegando dentro das fábricas, os comitês internacionais já cumpriam o seu papel, espraiando o sinal de alerta’, recordou Adi.



Na avaliação do presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-CUT), Biro-Biro, o Coletivo Internacional terá o estratégico papel, particularmente neste momento de crise internacional, de unir afinidades e construir caminhos para a classe trabalhadora.



O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), Carlos Grana, fez um histórico das várias gestões que passaram pelo Sindicato do ABC, desde o presidente Lula, passando por Menegueli, Vicentinho, Guiba, Marinho e Feijóo, lembrando que o compromisso internacionalista está inscrito no DNA da categoria, que tanto valoriza a solidariedade. Grana enfatizou que, com este norte, está sendo feito o investimento no Coletivo, que terá a colaboração técnica de Kjeld Jakobsen, ex-secretário de Relações Internacionais da CUT e da Prefeitura de São Paulo. ‘Nenhum país do mundo é melhor do que todos os países juntos’, concluiu Grana.  



O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, resgatou a importância do Coletivo na socialização e sistematização de experiências, possibilitando que as novas gerações se apropriem de um arsenal de informações e vivências que é cada vez mais decisivo no processo de disputa de hegemonia. O fato de uns aprenderem com os outros, sempre trabalhando na construção da unidade, avaliou, é decisivo para que as entidades não caiam no jogo das multinacionais, que buscam jogar uns contra os outros. Ao encerrar a atividade, Sérgio Nobre citou o filósofo Karla Marx e sua célebre frase: ‘Trabalhadores do mundo, uni-vos!’


O secretário de Política Sindical da CUT Nacional, Vagner Freitas, e o dirigente da CUT Nacional, José Lopez Feijóo, também prestigiaram a atividade.


(Leonardo Severo)

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