Tudo parado em Furnas

06 julho 13:01 2009

Mobilização de 24 horas é contra o descaso da Eletrobrás nas negociações. Se não houver avanço, mobilizações serão intensificadas


Nem mesmo o frio desta segunda-feira (08) esfriou o ânimo e a indignação dos trabalhadores de Furnas que, desde o início da manhã participam da mobilização de um dia nos locais de trabalho da empresa.  A paralisação é uma resposta à falta de consideração do Grupo Eletrobrás que reluta em atender as reivindicações da categoria nesta Campanha Salarial.


Na base do Sinergia CUT, cruzaram os braços os trabalhadores de Campinas, Araraquara, Itaberá e Estreito. Isso porque, a segunda rodada de negociação do ACT 2009, realizada no último dia 27 em Brasília, desapontou os trabalhadores ao propor negociação em mesas diferentes, dividindo geradoras e distribuidoras.


Mais: o Grupo negou 47% das reivindicações que constam na pauta entregue pelos trabalhadores. 30% das outras reivindicações ficaram em análise, deixando clara a postura intransigente da Eletrobrás. Além disso, o índice de reajuste apresentado foi de 4,42%, que corresponde a mais ou menos a 76% em relação ao ICV-DIEESE que é de 5,79% e, 80% em relação ao IPCA que é de 5,53%. Para os trabalhadores este reajuste é um retrocesso em relação à implantação de uma política de aumento real.


Na mobilização desta segunda, a companheirada vem exigindo mais respeito e responsabilidade dos negociadores do Grupo para que na próxima rodada, marcada para os dias 18 e 19 de junho, apresentem uma proposta justa e digna de ACT 2009. ‘Todos os eletricitários no Brasil todo estão parados. Queremos que a empresa nos ouça, que ela no mínimo discuta uma pauta unificada de reivindicações’ , afirma o interlocutor do Sinergia CUT Dalton de Oliveira Silva. Caso contrário, as mobilizações serão intensificadas e já nos dias 22 e 23 próximos, haverá paralisação de 48 horas. À luta! Porque com a gente não tem crise!


 

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