Um marco histórico aos energéticos de SP

07 julho 13:42 2009

Sinergia CUT assina Convenção Coletiva com o Simpi-SP. Inicitativa, que faz frente à realidade moderna, beneficiará cerca de 15 mil trabalhadores em mais de cinco mil empresas do setor energético


O Sinergia CUT assinou, na manhã desta terça-feira (07), a primeira e histórica Convenção Coletiva com o Simpi-SP (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de SP), dando início a uma longa jornada de muito trabalho em busca de avanços e preservação de direitos dos energéticos paulistas.


‘Estamos iniciando hoje um grande projeto com o Simpi, com o objetivo de organizar e unir ainda mais os trabalhadores energéticos em toda a base e firmar acordos que tragam mais benefícios e renovem os direitos da categoria’, afirmou Gentil Teixeira de Freitas, presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas (Stieec).


O presidente do Simpi, Joseph Couri, concorda: ‘Temos muito trabalho pela frente. Essa união de forças é para valer, não ficará no papel’, afirmou, lembrando que recentemente, Simpi e CUT uniram forças para fortalecer o mercado interno. ‘No auge da crise econômica, em fevereiro deste ano, o Simpi-SP, Assimpi (Associação Nacional dos Sindicatos da Micro e Pequena Indústria) e CUT firmaram um acordo para preservar emprego e renda dos trabalhadores de setores estratégicos para a economia’, disse.


Carta às empresas
Além da Convenção Coletiva, Sinergia CUT e Simpi-SP elaboraram e assinaram juntos uma carta a ser encaminhada a todas as empresas envolvidas apresentando as duas entidades e explicando o objetivo desse novo projeto.


‘Os trabalhadores têm, através dessa Convenção um documento que organiza a contratação de seus direitos. As empresas, por sua vez, passam a ter uma regra, um alvo a seguir, que regulariza uma situação de negociação. Em resumo, a assinatura dessa convenção significa um salto de qualidade na relação capital/trabalho’, afirmou Marcelo Fiorio, secretário de Organização e Política Sindical da CUT/SP e dirigente do Sinergia CUT.


Com o objetivo de facilitar a ação sindical nessas empresas, nos próximos dois anos estão previstas assembleias e eleições para a escolha de cinco delegados sindicais para cada município do Estado, com um total previsto de 3.225 representantes.


‘Eles terão por objetivo colaborar nas negociações coletivas e na fiscalização do cumprimento dos acordos, além de promover ações que tragam desenvolvimento local’, afirmou Gentil.


O Sinergia CUT e o Simpi-SP
Com uma nova forma de organização sindical, baseada nos princípios de liberdade e autonomia, o Sinergia CUT é uma entidade legítima, democrática, classista e transparente para a defesa dos direitos de toda a categoria energética do estado de SP, unindo eletricitários e gasistas. Além do Stieec e do Sindgasista, que fundaram o Sinergia CUT 1997, ao longo dos anos esta entidade acumulou ainda mais força com a adesão de outros importantes sindicatos de eletricitários: o SindPrudente, o Sindergel Litoral e, mais recentemente, o Sindluz Bauru, ampliando também sua legitimidade e representatividade. 


O Simpi-SP representa 218 mil micro e pequenas indústrias paulistas com até 50 trabalhadores.

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