CESP: sem avanços, mais uma proposta é rejeitada

16 julho 10:07 2009

Sem avanços. Foi assim a segunda rodada de negociação entre o Sinergia CUT e a CESP realizada nesta terça-feira (14), em São Paulo. Em relação à proposta rejeitada na reunião anterior, só o reajuste dos benefícios econômicos melhorou um pouco, indo para 5,64%. O argumento da empresa para esses números foi que o Governo Serra não poderá gastar mais que 5,11% da folha.


No restante, a empresa manteve a proposta da outra rodada: 5,11% de reajuste salarial, garantia de 90% do quadro de trabalhadores com rotatividade de 10% no Gerenciamento de Pessoal, PRR 2010 de uma folha nominal e metas discutidas até novembro, Acordo Coletivo por um ano. 


A proposta foi rejeitada pelo Sinergia CUT. ‘O reajuste está muito abaixo daqueles negociados em outras empresas do setor que já fecharam o Acordo Coletivo com o Sindicato’, afirmou a direção, lembrando que os patamares de reajustes salariais estão entre  6,2% e 6,4% e os de benefícios, entre 8% e 10%. ‘Inclusive, o Governo Federal ofereceu 7,23% em Furnas’, continuou.


O Sinergia CUT resgatou a história da negociação do ano passado, quando, em decorrência da tentativa de privatização, o Acordo Coletivo da CESP foi fechado em março com o índice de inflação do IPC-FIPE, inferior ao reajuste negociado com as demais empresas no mês de junho.


Em relação à proposta de Gerenciamento de Pessoal, o Sindicato também destacou ser ‘inadmissível a proposta do governo Serra em demitir trabalhadores com uma rotatividade de 10%  em uma empresa estatal como a CESP. Outras energéticas, após 10 anos privatizadas, estão com 2,5% de rotatividade’.


O Sinergia CUT ratificou que quer uma proposta melhor que atenda às reivindicações dos trabalhadores com reajuste acima da inflação do período e aumento real, além de discutir os demais itens da pauta da categoria. Nova rodada de negociação acontece no próximo dia 23.

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