CUT Colômbia agradece apoio dos cutistas

10 agosto 16:57 2009

Perseguição e assassinato de dirigentes sindicais é a marca do governo Uribe


Presente à plenária final do 10º CONCUT, o dirigente da Central Unitária de Trabalhadores (CUT) da Colômbia, Oscar Árias, agradeceu a solidariedade militante dos cutistas à luta do movimento popular de seu país contra o governo de Álvaro Uribe.



‘Somente no ano passado, 49 dirigentes e militantes dos movimentos sociais foram assassinados na Colômbia, ao que se somam este ano mais 22 companheiros. É uma política de perseguição política e sindical’, afirmou Arias, condenando o Estado policial em que seu país foi transformado.


De acordo com o sindicalista, com a crise, a situação piorou: ‘A terceirização avança, mais de 70% da população trabalhadora não tem nenhum acesso à Previdência Social, mais da metade dos trabalhadores ganha menos do que um salário mínimo legal e mais de 60% da população está jogada na pobreza. Uribe é o pior presidente que já tivemos em nosso país, um governo totalmente anti-democrático e neoliberal’.


Na avaliação de Oscar Árias, o mais grave de tudo são as armações, chantagens e pressões que Uribe está fazendo na tentativa de mudar a Constituição para se reeleger, agressões e usurpações que precisam ser condenadas também pela comunidade internacional.


 
BASES MILITARES IANQUES
‘Recentemente, o governo colombiano assinou um tratado com os Estados Unidos para a instalação de sete bases militares norte-americanas em nosso território. Isso é o cúmulo e a desonra para a nossa nação’, declarou Árias, que sublinhou o grande respeito e admiração pelos pronunciamentos do presidente, que condenou a ingerência ianque. ‘Além da perda da nossa soberania, essas bases afrontam os países vizinhos. A América Latina certamente reagirá contra mais esta intromissão dos EUA nos nossos assuntos internos’, acrescentou.



Para o dirigente da CUT Colômbia, é preciso juntar as mais amplas forças sociais e políticas para derrotar Uribe e ‘construir um governo democrático, progressista e popular’. ‘CUT, CGT e CTC, as centrais sindicais do nosso país, estão fazendo este projeto acontecer. No próximo ano, no mês de maio, teremos eleições. A luta da CUT-Brasil, esta experiência de vocês, nos anima nesta determinação de lutar e vencer’, concluiu.


(Leonardo Severo)    

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