Emprego na indústria volta a crescer em julho depois de nove meses de queda

09 setembro 12:15 2009

Rio de Janeiro – Depois de nove meses de taxas negativas, o nível de emprego na indústria voltou a subir e ficou em 0,4% no mês de julho em relação ao resultado de junho, quando a taxa havia sido de -0,1%. Na comparação com o mesmo período de 2008, no entanto, a queda se acentuou, e o emprego industrial registrou variação de -7,0%, o menor resultado da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, iniciada em 2001. No ano, o setor acumula perda de 5,4%.


Os dados da pesquisa foram divulgados nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam ainda que, no acumulado dos últimos 12 meses, a queda é de 2,7%, acentuando o ritmo de perdas em relação aos 12 meses encerrados em junho (-1,9%).


De acordo com o levantamento, na passagem de junho para julho as demissões superaram as contratações nas 14 áreas investigadas e em 17 dos 18 setores pesquisados. Os locais onde esse movimento se deu de forma mais intensa foram São Paulo (-5,2%), Minas Gerais (-12,2%), Região Norte e Centro-Oeste (-10,8%) e Rio Grande do Sul (-9,1%). Em relação aos setores industriais, o contingente de trabalhadores diminuiu especialmente em meios de transporte (-12,9%), máquinas e equipamentos (-12,3%), produtos de metal (-11,7%) e vestuário (-8,7%). O único impacto positivo partiu de papel e gráfica (8,6%).


A pesquisa também mostrou que a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve leve alta de 0,1% após recuar 1,7% em junho. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, os rendimentos diminuíram 3,9%, com reduções em 11 dos 14 locais pesquisados. As principais contribuições negativas vieram de São Paulo (-3,1%), do Rio Grande do Sul (-10,4%) e de Minas Gerais (-7,2%). No acumulado do ano, houve queda de 1,6% e, no período que compreende os últimos 12 meses, houve alta de 1,5%, dando continuidade à redução do ritmo de crescimento observada desde setembro de 2008 (6,7%). (Agência Brasil)

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