Mobilização na CESP

02 outubro 15:01 2009

Trabalhadores respondem à arbitrariedade do governo estadual com paralisação por meio período na segunda-feira, dia 05


A exemplo do que ocorreu na CTEEP, mais uma vez, enquanto o Sinergia CUT conduz a negociação com mobilizações para garantir emprego aos trabalhadores, outras entidades sindicais assinaram  ACT da CESP, aceitando o atropelo e alterações de cláusulas feitas unilateralmente.


Nas assembleias do Sinergia CUT,  realizadas nos últimos dia 23 e 24, os trabalhadores aprovaram paralisação de meio período nesta segunda (05) . A decisão foi motivada pelo fato da empresa ter fechado  pior Acordo do setor elétrico  (5,48% de reajuste salarial, 5,11% nos benefícios, vigência por um ano e manutenção das demais cláusulas do ACT) e, principalmente, ao impasse criado com relação às alterações realizadas na redação final do Acordo Coletivo de Trabalho negociado com o Sindicato e aprovado pelos trabalhadores em assembleias, conforme divulgado na edição 1006 do Jornal Sinergia CUT.


Tentativa de diálogo…
Diante desta situação, o Sindicato enviou no último dia 25 carta à empresa, secretaria de Energia e ao Conselho de Defesa dos Capitais do Estado (CODEC), informando o resultado das assembleias, pedindo a reabertura do processo de negociação para discutir a manutenção do texto das cláusulas alteradas, mas o governo não respondeu.


Mantendo a disposição em esgotar todos  os meios de negociação e tentar reverter as mudanças feitas no acordo, e que prejudicam em muito os trabalhadores da CESP, o  Sindicato agendou para a última sexta (02) uma mesa redonda na Gerência Regional doTrabalho (GRT), em Bauru, mas a empresa não compareceu. Uma nova reunião foi marcada para a próxima quinta (08). O Sinergia CUT tem apostado nas negociações para reverter as alterações que a CESP fez no Acordo Coletivo de Trabalho, mas caso o governo não se disponha a isso, outra alternativa seria o dissídio coletivo, que pode ser julgado mais rapidamente com as paralisações. Sem elas, a tramitação ocorre somente no tribunal, podendo ter um julgamento demorado.


Autoritarismo
Para o Sinergia CUT, esta situação representa ‘um retrocesso pois fere o princípio democrático de negociação das entidades sindicais que levaram a proposta da CESP para as assembleias.


Assinar o  Acordo Coletivo de Trabalho alterado pela CESP significa  submeter  os trabalhadores ao autoritarismo com o qual o governo do estado conduz as negociações’.


 

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