Trabalhadores fazem mobilização na CESP

09 outubro 11:00 2009

Trabalhadores respondem à arbitrariedade do governo estadual com moblização por meio período nesta segunda-feira, dia 05



A manhã desta segunda-feira (05) foi de mobilização das 7h30 às 12h nas usinas de Ilha Solteira, Três Irmãos, Jupiá, Engenheiro Sergio Motta (em Primavera) e no Laboratório de Engenharia da CESP, onde os trabalhadores ouviram dos dirigentes do Sinergia CUT o andamento das negociações do ACT.  Os trabalhadores mostraram sua indignação com a postura do Governo Serra de alterar o texto do ACT sem negociar com os trabalhadores.



Mesmo diante da intransigência e arbitrariedade do governo do estado, o Sindicato quer esgotar todos  os meios de negociação para tentar reverter as mudanças feitas no acordo, e que prejudicam em muito os trabalhadores da CESP. Por este motivo, agendou, para a próxima quinta (08), uma mesa redonda na Gerência Regional do Trabalho (GRT), em Bauru. Caso o resultado desta reunião não seja positivo, no sentido de reverter o andamento da negociação, uma nova mobilização está prevista para o próximo dia 13.



Histórico
A CESP fechou o  pior Acordo do setor elétrico  (5,48% de reajuste salarial, 5,11% nos benefícios, vigência por um ano e manutenção das demais cláusulas do ACT). Depois de diversas reuniões com a empresa e mesmo com a secretaria de Energia, o Sindicato constatou o jogo de empurra-empurra criado pela intransigência do governo do estado em atender as reivindicações dos trabalhadores.



A gota d´gua foram as alterações realizadas na redação final do Acordo Coletivo de Trabalho negociado com o Sindicato e aprovado pelos trabalhadores em assembleias.



As modificações ocorreram na Cláusula 2ª (vigência do ACT por três anos em caso de privatização), Cláusula 4ª  (parágrafo que estabelece a definição de apuração das metas, prazos e critérios para negociação da PPR) e Cláusula 46ª (manutenção dos termos aditivos e de pontos que não foram negociados durante a CS 2009).



Diante da falta de respeito e tamanha arbitrariedade, nos últimos dias 23 e 24, os trabalhadores decidiram fazer a mobilização por meio período nesta segunda (05). 



O Sinergia CUT ainda tentou, depois da aprovação do plano de luta pelos trabalhadores, reabrir o processo de negociação por meio de carta enviada para a empresa e também contato, sem sucesso, com a Secretaria de Energia e com a Comissão de Políticas Salariais do Governo.



O fator agravante neste processo de negociação foi a postura de outras entidades sindicais que assinaram o Acordo, mesmo tendo criticado anteriormente o autoritarismo do governo em alterar clausulas aprovadas, retirando direitos dos trabalhadores.



Autoritarismo
Para o Sinergia CUT, esta situação representa ‘um retrocesso pois fere o princípio democrático de negociação das entidades sindicais que levaram a proposta da CESP para as assembleias. Assinar o  Acordo Coletivo de Trabalho alterado pela CESP significa  submeter  os trabalhadores ao autoritarismo com o qual o governo do estado conduz as negociações’.

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