CPFL Energia pretende incorporar ações de sete subsidiárias

30 outubro 18:25 2009

Operação visa a elevar free float e concentrar a liquidez das ações das subsidiárias numa única companhia aberta


A CPFL Energia vai apresentar aos acionistas em reunião prevista para o próximo dia 10 de dezembro, proposta de incorporação de ações de sete subsidiárias: CPFL Leste Paulista, CPFL Jaguari, CPFL Sul Paulista, CPFL Mococa, CPFL Jaguari Geração, CPFL Serviços, Equipamentos, Indústria e Comércio, e CPFL Santa Cruz. O objetivo da operação, segundo fato relevante, é concentrar a liquidez das ações das subsidiárias numa única companhia aberta, ‘com benefício para todo o conjunto de acionistas’. Além disso, a empresa pretende elevar o free float – ações em poder do mercado.



A operação implica na incorporação das ações das subsidiárias ao patrimônio da holding, mediante aumento de capital social da CPFL Energia. O aumento de capital, no valor total de R$ 52,250 milhões, será resultante da emissão total de 1,226 milhão de novas ações, em substituição dos papéis das controladas. Está previsto ainda o direito de recesso para acionistas dissidentes, que possuíam ações até a última quarta-feira, 28 de setembro. A iniciativa elevará o capital social da CPFL Energia de R$ 4,741 bilhões para 4,793 bilhões.



Para isso, os acionistas que decidirem pelo direito de recesso terão a opção do exercício com base no valor patrimonial contábil das ações, o que corresponde a R$ 10,461610145 por ação. Ainda de acordo com a CPFL Energia, os direitos dos acionistas da holding serão estendidos aos titulares de ações da sete empresas, entre os quais o tag along, a oferta de recompra de ações a valor econômico em caso de saída da emprea do Novo Mercado e/ou cancelamento de registro de comapnhia aberta e maior liquidez.



Na pauta da Assembléia Geral Extraordinária está prevista a ratificação das empresas especializadas Hirashima & Associados Consultoria em Transações Societarias Ltda e Hirashima & Associados Ltda, que elaboraram, respectivamente, o laudo a valor econômico e o laudo a valor de mercado, ambos da holding e subsidiárias. A estimativa é que a operação custe R$ 1,220 milhão.

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