Morador ouve estrondo vindo de subestação e pensa ser raio

12 novembro 16:09 2009

O cerealista Manoel Perli Filho, de 62 anos, estava na frente da TV em sua chácara, na terça-feira à noite, a 300 metros da subestação de Furnas, em Itaberá, no sudoeste paulista, quando ouviu um estrondo. Passava um pouco das 22 horas. Parecia um trovão, mas veio do lado da subestação, disse. O televisor piscou algumas vezes, mas continuou funcionando. Perli acredita ter ouvido o raio que pode ter causado o mais grave apagão do ano no sistema elétrico brasileiro. Ele conta que, logo depois do estrondo, entrou no ar o noticiário sobre o apagão em São Paulo e outros Estados. Foi à janela, mas nem conseguiu enxergar o linhão que passa no limite do terreno, de 24 mil metros, por causa da intensidade da chuva.


‘Interessante que não ouvi outros raios.’ Ele estava sozinho na chácara e continuou vendo TV até uma da madrugada. ‘A chuva durou uns 40 minutos, bem copiosa. Quando fui dormir, estava tudo funcionando: televisão, geladeira, luzes. O que eu sabia era que uma parte do Brasil ainda estava no escuro.’


Um vizinho, Fernando Junior dos Santos, também ouviu o que achou ser um raio no início da chuva. ‘Eram 10 e pouco da noite. Aqui chove sempre assim, forte e com raios, mas ontem o vento era pouco.’ A chácara de Santos abriga o Rancho Furnas, uma área de lazer dos funcionários da subestação, cortada por dois dos três linhões que vêm de Ivaiporã, no Paraná, para a subestação, bem ali, do outro lado da estrada. ‘Daqui a energia segue por linhões para a subestação de Tijuco Preto.’


Na subestação não havia evidências do apagão. O prefeito de Itaberá, Walter Sérgio de Souza Almeida (DEM), foi até o local, mas não conseguiu informações mais precisas. Estava preocupado com a repercussão. ‘Espero que o problema não seja aqui, pois Furnas só nos dá alegria.’ A cidade é beneficiada com royalties por abrigar a subestação. (José Maria Tomazela)

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