Duke Energy tem novo comando no país e área de gás ganha destaque

17 novembro 12:19 2009

Depois de um forte processo de reestruturação interna, realizado a nível mundial na Duke Energy International, a operação brasileira terá agora um novo comandante. Armando Henriques, ex-presidente do grupo BG no Brasil e com vasto currículo e experiência na área de petróleo e gás, assumiu a presidência da Duke no país, segundo comunicado divulgado ontem ao mercado. O anúncio pode ser um sinal de que a empresa não está à venda no país, como se acreditava, e enterrar assim a estratégia da Odebrecht, que tinha intenção de comprar os ativos brasileiros de geração de energia da empresa americana para se fortalecer no setor elétrico.


A BG, onde estava Henriques, tem atuação na área de petróleo e gás e por esse motivo alguns analistas acreditam que esta será uma nova estratégia de negócios da Duke no Brasil. A própria declaração da presidente da Duke Energy International, Andrea Bertone, no comunicado de ontem, dá o tom da nova administração. ‘A experiência de Armando será valiosa para a continuidade e fortalecimento da posição da Duke Energy na região’, disse Andrea. Henriques foi presidente da BG no Brasil, na Itália e na Espanha.


A executiva é brasileira e assumiu a Duke Energy International em meados deste ano com o objetivo de promover uma reestruturação do braço internacional da empresa americana e propôs alterações na gestão dos ativos que possui na Argentina, Brasil, El Salvador, Equador, Guatemala e Peru. Dentre outras modificações, a estrutura organizacional foi totalmente revista. No Brasil, a Duke é dona do parque gerador da antiga Geração Paranapanema, que pertencia à Cesp e tem mais de 2.200 megawatts (MW) de capacidade instalada. A empresa ainda constrói outras duas pequenas centrais hidrelétricas.


Na área de gás, o grande projeto da Duke é uma termelétrica a ser construída no Estado de São Paulo e que tem por objetivo atender o edital de privatização que obriga ao novo controlador a expansão de 15% de sua capacidade de geração no Estado.


A Duke no Brasil representa hoje 50% da capacidade de geração de caixa da Duke Energy International. A vaga que será assumida por Henriques no dia 1º de dezembro está hoje sob a titularidade de Mickey Peters. Segundo a companhia, o executivo americano retornará aos Estados Unidos no fim do ano. (Josette Goulart)


 

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