CTEEP: trabalhadores decidem

02 dezembro 09:48 2009

Sindicato continua disposto à negociação, mas empresa mantém a intransigência. Desembargador  propõe nova redação para cláusula de gerenciamento de pessoal que será votada nas assembleias deliberativas nas próximas segunda (07) e terça (08)


Na tarde de ontem (terça-feira, dia 01), o Sindicato participou da audiência de conciliação no processo de dissídio da CTEEP, conforme notificação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região ao Sinergia CUT.


Diante da intransigência da empresa, o desembargador Luiz Antonio Lazarim que presidiu a audiência propôs que Sindicato e empresa estudem uma forma de conciliação em relação à cláusula de gerenciamento de pessoal.


A ata da audiência deixa clara  que a intenção do desembargador  é a mesma do Sinergia CUT: colocar um fim no processo de dissídio que se arrasta por três meses. ‘Pela presidência foi proposto às partes que estudem uma forma de conciliação em relação à cláusula de gerenciamento de pessoal, inclusive com a discussão e eventual inclusão no ajuste da possibilidade de revisão da referida cláusula, após um ano de vigência da norma coletiva’.


‘Esse pessoal’
Para se ter uma idéia da disposição de negociação  da CTEEP, um dos representantes alegou que não poderia fazer concessão ao Sindicato pois ‘todo ano esse pessoal quer uma vírgula a mais’. O desembargador inclusive afirmou que ele próprio sempre quer uma vírgula a mais e que esse é justamente o papel do Sindicato.


O Sinergia CUT continua lutando por vírgulas a mais para os trabalhadores, especialmente contra as manobras da empresa para poder demitir.


Vale lembrar que, durante todo o processo de negociação da Campanha Salarial 2009 com a CTEEP, o Sinergia CUT manteve uma postura coerente na defesa dos direitos dos trabalhadores. A proposta aprovada pela categoria previa que a cláusula de gerenciamento valesse por um ano, reduzindo a possibilidade de maior número de demissões. Já a direção da transmissora permaneceu intransigente, rejeitou a reivindicação dos trabalhadores, manteve a totalidade da sua proposta sem discussão. O que o Sinergia CUT busca é um ponto final no processo de dissídio.


Mais vírgulas
O Sindicato aproveitou para para pedir que empresa libere o reajuste dos ativos e assistidos (4819) uma vez que não há divergência entre as partes. No entanto, a empresa não quis manifestar-se oficialmente informando que efetuará o pagamento somente após assinatura do ACT.


Para o Sinergia CUT a proposta feita pelo desembargador atende o conjunto de trabalhadores, sendo uma solução para o impasse criado pela empresa. Por isso, realizará assembleias  deliberativas no início da semana que vem, entre segunda (07) e terça (08). Participe!

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