Máfia do Panetone: distritais denunciados não poderão avaliar impeachment de Arruda

22 janeiro 12:38 2010

Embora ainda não na velocidade que queremos e que a sociedade como um todo exige, aos poucos, a Máfia do Panetone começa a cair.


O juiz Vinícius Santos Silva, da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF, decidiu nesta quarta-feira (20) pelo afastamento de deputados distritais – envolvidos no esquema de arrecadação e pagamento de propina – do julgamento dos processos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido) na CLDF.


A ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – engrossada pela da CUT-DF – solicitou que esses parlamentares fossem considerados suspeitos e que os suplentes assumissem os mandatos durante a votação dos pedidos de afastamento de Arruda.


Dos oito distritais envolvidos na maracutaia, a deputada Eurides Brito (PMDB) havia garantido uma vaga na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Legislativa. A comissão é a primeira instância responsável por avaliar os pedidos de impeachment. 
Os demais envolvidos são os deputados Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito, Júnior Brunelli (PSC), Leonardo Prudente (sem partido), Rogério Ulysses (sem partido), Rôney Nemer (PMDB), além dos suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP).


Esses deputados também respondem a processo por quebra de decoro parlamentar na Câmara Legislativa e podem ser cassados. A Casa só deve analisar as cassações em fevereiro.


A CUT-DF lembra que o momento requer a intensificação das mobilizações e das ações políticas. ‘Ainda temos muito trabalho pela frente. Isso é só o começo’, ressaltou a presidente da central, Rejane Pitanga.

  Categorias: