Vicente Andreu assume presidência da ANA

02 fevereiro 19:10 2010

Sinergia CUT e FNU participam da cerimônia de posse. Em conversa com os dirigentes Gentil Teixeira de Freitas e Wilson Marques, Vicente Andreu declara apoio e parceria à FTIUESP. Confira a reportagem da assessoria de comunicação da Agência Nacional das Águas


A consolidação dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, principalmente a cobrança pelo uso da água, e o fortalecimento institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos são os principais desafios para o novo  diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu, segundo afirmou durante a cerimônia de sua posse, que recebeu do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc hoje na sede da agência, em Brasília.
  
Na sua avaliação, o Plano Estratégico da Bacia do Tocantins-Araguaia, aprovado no ano passado pelo CNRH, deu visibilidade à discussão sobre o planejamento das bacias. ‘O Plano Tocantins-Araguaia criou um novo patamar do tema água nas discussões. A agenda da água pode ajudar a estreitar ainda mais a relação entre os setores usuários e também entre o setor agrícola e ambiental’, disse o novo presidente, que defendeu um diálogo mais próximo com o setor elétrico para, entre outras necessidades, aprofundar as discussões sobre a exploração do potencial  hidroviário dos rios brasileiros.
 
O ministro Carlos Minc ressaltou a importância do Plano Araguaia Tocantins, estudo da ANA coordenado pelo então superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA João Gilberto Lotufo, que também tomou posse hoje como diretor da ANA. Em seu discurso, Lotufo deu ênfase a sua experiência na agência desde a sua criação e destacou a importância dos projetos e estudos que a ANA vem desenvolvendo ao longo de quase dez anos de existência.
 
O ministro Carlos Minc também destacou a importância do Plano do Tocantins-Araguaia. ‘Antes da aprovação do Plano, a instalação de toda hidrelétrica era uma guerra, pois o governo queria todas as hidrelétricas e os ambientalistas queriam nenhum, mas o Plano do Tocantins-Araguaia mostrou onde colocar as hidrovias e onde preservar e elevou a discussão a um campo menos passional e mais integrado’, disse Minc.
 
De acordo com o ministro, a gestão dos recursos hídricos no Brasil avançou muito nos últimos anos, mas ainda precisa avançar mais. ‘A ANA alcançou excelência. Hoje, a agência tem um plano de cargos e salários que será adotado em todo o MMA.  Uma das grandes contribuições da ANA foi no debate sobre a importância das hidrovias. Além disso, junto com a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, a ANA foi fundamental ao mostrar a fragilidade da Bacia do Pantanal, impedindo que o Pantanal virasse um grande canavial. Isso foi uma grande vitória durante na discussão do zoneamento agroecológico’, afirmou.
 
Andreu, que esteve à frente da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA desde 2008, destacou dois pontos da gestão do ministro Minc: a redução do desmatamento da Amazônia e a criação de um plano com metas de redução de emissões de carbono para combater as mudanças climáticas. Segundo ele, seu principal compromisso é manter o patamar de gestão alcançado pelo ex-diretor da ANA José Machado.
 
O auditório da ANA, Flavio Terra Barth, ficou lotado durante a cerimônia. Além de Minc, estavam presentes a secretária-executiva do MMA, Izabella Teixeira, a secretária de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, o secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, e vários outros representares do governo e do setor, como comitês e agência de bacia.

  Categorias: