CPFL ultrapassa Duke em geração

02 março 11:47 2010

Se as oportunidades de aquisição no setor de distribuição são atentamente acompanhadas pela CPFL, na geração de energia a empresa também não quer ficar atrás. Este ano, com os projetos que entrarão em operação a capacidade instalada da companhia chegará a 2.369 MW e com isso passará a da Duke Energy. Até 2012, com os projetos já vendidos em leilão seu parque gerador será maior que o da AES Tietê. E no longo prazo a estratégia é ultrapassar a Tractebel, maior geradora privada do país.


Para isso, ter uma fatia na usina hidrelétrica de Belo Monte é considerado um passo muito importante para a CPFL. Mas o presidente da empresa, Wilson Ferreira Junior, diz que só vai tomar uma decisão de participar ou não do leilão após a divulgação do edital e das condições. Ele acredita que o preço-teto de R$ 68 aprovado pelo Tribunal de Contas da União, mas que deve ser alterado em função dos custos ambientais, não atrai a empresa para a disputa. De qualquer forma, se a companhia decidir participar deverá se associar ao consórcio formado por Camargo Corrêa e Odebrecht e que não tem intenção de ser líder do investimento. A Camargo é a principal acionista da CPFL e será líder do consórcio construtor, ficando a Odebrecht como líder do investimento.


Mas o crescimento da parte de geração da empresa também está muito voltado para projetos de eólica e biomassa. No ano passado, a CPFL chegou a comprar dois projetos termelétricos movidos a óleo diesel que entram em operação ainda neste ano, mas Ferreira não vê mais bons negócios nesse setor, por enquanto.


Só nos projetos de geração já em andamento, a CPFL vai investir R$ 1,45 bilhão nos próximos anos. Mais da metade disso será investido nos projetos de energia eólica vendidos em leilão do governo federal no ano passado. Os parques devem entrar em operação até julho de 2012 e terão uma potência instalada de 188 MW.

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