Trabalhador da AES Tietê questiona e é demitido

03 março 12:07 2010

Caso ocorreu na última segunda (01), trazendo à memória a lei da mordaça. Na CPFL, mais de 80 trabalhadores são dispensados


Na última segunda (01), a AES Tietê demitiu um trabalhador porque ele teria questionado a sistemática implementada pela empresa para a avaliação de pessoal.


Com essa demissão já são cinco as dispensas arbitrárias na AES Tietê apenas nesses últimos meses. Prova do total desrespeito ao Acordo Coletivo e, principalmente, aos próprios trabalhadores.


“O clima organizacional que já estava ruim, agora está péssimo. Os companheiros estão tensos e trabalhando cada vez mais sob pressão”, afirma Carlos Alberto Alves, dirigente do Sinergia CUT e responsável pela interlocussão com a geradora. Ele observa que, em pesquisas de opinião realizadas pelo Sindicato na empresa, já havia sido contatada a insatisfação da categoria com relação ao clima organizacional e gestores.


O Sinergia CUT repudia a atitude da AES Tietê e lembra que a lei da mordaça é um entulho do autoritarismo, e sua prática deve ser rejeitada e denunciada.


“Impedir a manifestação pacífica ou o questionamento de qualquer pessoa não é uma atitude digna de uma empresa que se considera responsável e ganhadora de tantos prêmios nos últimos anos. A AES Tietê deve levar em conta a qualificação e o compromisso dos seus trabalhadores e não apenas o número do crachá”, afirma a direção do Sinergia CUT.


Com o objetivo de reverter a situação e, na busca da reintegração do trabalhador demitido injustamente, o Sindicato enviou carta à empresa e também já prepara ação judicial.


Na CPFL, lucro a qualquer custo


A CPFL Serviços demitiu mais de 80 trabalhadores, no último dia 24 de fevereiro. A justificativa da empresa foi a rescisão do contrato com a CPFL Paulista.


Para o Sinergia CUT, mais uma atitude absurda do Grupo CPFL que precariza, demite e desrespeita a legislação visando o “lucro a qualquer custo”.


O Sindicato disponibiliza a sua Área Jurídica para os trabalhadores filiados que queiram buscar na Justiça os seus direitos, já que a empresa não aceita reverter essa situação.

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