Dia Internacional da Mulher: 100 anos de luta pela igualdade

05 março 15:35 2010

Com o lema ‘Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres’, mulheres da cidade e do campo partem de Campinas nesta segunda. Sinergia CUT participa da Marcha Mundial das Mulheres


Neste dia 08 de março, a luta pela igualdade no trabalho, na vida e na sociedade completa 100 anos. Um dia marcado pela garra e pela energia de mulheres que fizeram a história e fazem a diferença no mundo contemporâneo.


A ideia de criar um Dia Internacional para celebrar as lutas e conquistas das mulheres em todo o mundo surgiu em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a exemplo das socialistas dos Estados Unidos que, em 1908, passaram a organizar um dia dedicado à luta pelo direito ao voto.


Passados 100 anos, ainda há muito pelo o que lutar. A garantia de direitos básicos como a equidade salarial entre homens e mulheres é uma das prioridades da CUT. “O Brasil já ratificou a Convenção 100 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) – que trata de remuneração igual para trabalho de igual valor –, mas após a aprovação cada nação deve se adequar ao que dispõe a norma”, explica Rosane Silva, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT.


A CUT reivindica ainda a ratificação da Convenção 156 da OIT – atualmente aguardando votação na Câmara dos Deputados –, que determina a igualdade de tratamento e oportunidades para os trabalhadores dos dois sexos com responsabilidades familiares e a ampliação irrestrita das licenças maternidade e paternidade.


“Apesar de 30% das famílias serem chefiadas por mulheres, o salário das trabalhadoras é considerado pelos patrões como uma ajuda no orçamento doméstico. Queremos que homens e mulheres tenham direito a se dedicar durante seis meses aos filhos recém-nascidos como forma de dividir as responsabilidades e também de acabar com o discurso de empregadores que justificam a não contratação de nossas companheiras devido ao período de licença”, destaca Rosane.


Como já há uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) no Congresso para ampliar a licença maternidade, a Central irá apresentar uma emenda que estenda a paternidade para os seis meses seguintes após o retorno da mulher ao mercado de trabalho.


Trabalhadoras de energia
Em janeiro passado, o  Sinergia CUT realizou pesquisa que revela o crescimento do número de trabalhadoras no setor. As mulheres são maioria nas faixas etárias entre 18 a 24 anos (25,3%) e também  entre 30 e 39 anos (30,3%). Mas 13% têm pouco tempo de casa (1 a 2 anos), enquanto 12% estão há 10 anos ou mais nas empresas.


Marcha Mundial das Mulheres sai de Campinas
Nesta segunda, o Coletivo de Mulheres do Sinergia CUT mobiliza todas as trabalhadoras e trabalhadores energéticos a comparecer em peso na abertura da Marcha Mundial das Mulheres.  No Brasil, a atividade acontece entre os dias 8 e 18 de março,  percorrendo o trajeto entre as cidades de Campinas e São Paulo. A  expectativa é que três mil mulheres da cidade e do campo participem das atividades que terão caráter de denúncia, reivindicação e formação. A concentração começa às 17h no Largo do Rosário, centro da cidade.


As bandeiras que serão levadas à Marcha expressam a luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional. Um dos objetivos é buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras. Dirigentes do Sinergia CUT estarão presentes na Marcha que irá estabelecer um processo de diálogo com as mulheres das cidades pelas quais passará. 


Além da participação na Marcha, o Coletivo de Mulheres do Sinergia CUT realizará um Seminário sobre Assédio Moral na Sede do Sindicato no próximo dia 25, às 14h, com a presença da médica  Margarida Barroso, especialista no assunto.

  Categorias: